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Não alimente seus monstros

Monstros que sempre existirão, no entanto, fracos e desnutridos não nos assombrarão

fonte: guiame.com.br

Atualizado: Quarta-feira, 16 Julho de 2014 as 11:42

Monstro _ filmeMonstros bonitos e feios. Monstros pequenos e grandes. Monstros perigosos e de periculosidade imensurável. Monstros quietos e barulhentos.

Sim, tenho vários monstros em mim e não no armário ou debaixo da cama. Até porque, já sou bem grandinho para acreditar nisso, mas precisei ficar grande para acreditar que monstros existem.

Monstros que foram libertos pelo pecado da prisão de segurança máxima chamada inocência (Genesis 3:6-7).

Monstros que alimentei com ou sem intenção. Uns cresceram mais, outros menos.

Monstros que me levam a acreditar, sem saber que estou acreditando, na autossuficiência e perdendo a fé na dependência do Eterno.

Monstros que me enganam me fazendo acreditar, sem saber que estou acreditando, que o universo gira em torno do meu umbigo e que nada, absolutamente nada, ao meu redor acontece sem mim.

Monstros que me fazem acreditar, sem saber que estou acreditando, que fofocas são preocupação demasiada da vida daqueles que me cercam tornando lícito o ilícito e nomeando como: “compartilhamento sadio da vida alheia”.

Monstros que me fazem acreditar, sem saber que estou acreditando, que a inveja descarada que sinto é apenas desejo de crescer como os que estão a minha volta cresceram.

Monstros que me fazem acreditar, sem saber que estou acreditando, que eu preciso ser afagado, acariciado, elogiado pelo trabalho árduo e sacrificial que eu tenho dispensado em minha igreja, trabalho ou até mesmo no meu lar.

Monstros que fazem acreditar, sem saber que estou acreditando, que minhas culpas são imperdoáveis e me cegam não me permitindo olhar para Cruz.

Monstros que me fazem acreditar, sem saber que estou acreditando, no pseudo-humilde.

Monstros que já tentei matar ou prender, mas entendi que é impossível.

Porém, aprendi, pelas sagradas escrituras, que podemos dominá-los deixando-os com fome.

Monstros que sempre existirão, no entanto, fracos e desnutridos não nos assombrarão.

Não alimente seus monstros!


- Anderson Zanella

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