Dos nenês é o Reino dos Céus!

Atletas cristãos de todas as modalidades são uma reserva de adoradores que incomodam muito a grande mídia.

fonte: Guiame, Edmilson Ferreira Mendes

Atualizado: Terça-feira, 16 Agosto de 2016 as 4:55

Nenê Hilario é atleta e integra a Seleção Brasileira de Basquete Masculino. (Foto: Aposta 10)
Nenê Hilario é atleta e integra a Seleção Brasileira de Basquete Masculino. (Foto: Aposta 10)

Crianças surpreendem, encantam, animam. Fazem coisas, inventam coisas e falam coisas que não acreditamos, tamanha originalidade e criatividade. Crianças têm fôlego de sobra para realizar artes impensáveis e para brincar muito tempo depois que já nos cansamos. Crianças não fazem cerimônia, dizem o que pensam na cara, sem qualquer constrangimento. Choram e dão risada quase que ao mesmo tempo. Crianças brigam e fazem as pazes na velocidade de um cometa. Não têm a pretensão de impressionar ninguém e, talvez por isso, impressionem tanta gente.

Jesus sabia de tudo isso antecipadamente. Sabia da beleza e da pureza contidos no caráter infante. Provocador e assertivo em cada palavra que pronunciou, objetivamente declarou que as crianças não deveriam ser impedidas de irem até ele, pois delas é o reino dos céus. Sendo assim, se não nos tornarmos como crianças, não poderemos herdar o reino dos céus.

Eu diria que não é pouca coisa. Aliás, é muita coisa. Trata-se na verdade de uma decisão que define nossa vida hoje e influencia na vida futura. Resgatar a criança que ficou na infância, portanto, é tarefa urgente.

Os jogos olímpicos podem nos ajudar. Para começar, maus exemplos não faltam. Um deles aconteceu semana passada. A cena foi ofensiva para todos os defensores do propagado “espírito olímpico”. No tatame se enfrentavam um judoca egípcio e outro judeu. O judeu venceu o combate após aplicar um ippon, o chamado golpe perfeito no judô. Como manda o ritual, o atleta judeu foi cumprimentar o atleta egípcio, porém o mesmo se recusou ao cumprimento e foi sonoramente vaiado pelo público presente. Neste gesto, o egípcio fez questão de reafirmar os conflitos, guerras e ódios que atravessam milênios entre judeus e muçulmanos.

A imprensa mundial, em sua maioria, discretamente divulgou, mas pouco repercutiu. Se fosse o contrário, derrota do judeu e ele negar-se ao cumprimento, militantes pro islamismo estariam gritando até agora coisas como: “racista”, “o atleta judeu tem que ser banido dos jogos”, “Israel não pode nunca mais disputar as olimpíadas”, etc, etc, etc. E por quê? Porque existem movimentos orquestrados no mundo inteiro para detonar e desconstruir todos os valores do cristianismo e, muitos destes valores, vem do judaísmo, daí a expressão judaico-cristão.

Voltemos aos jogos do Rio. No geral as torcidas estão dando um show de confraternização, de convívio, de respeito. Ganhar ou perder é do jogo, viver em harmonia, alegria e tolerância, porém, devem ser itens do tal espírito olímpico. Ser e agir como criança ajudaria. Neste caso, os jogos têm algum exemplo? Vários, mas vamos a um deles.

Sábado o Brasil perdeu no basquete masculino para a seleção da Argentina. Foi duro! Não é fácil perder para os hermanos, ainda mais em casa. Mas perdemos. Foi um jogão, daqueles que testam nossas emoções a cada minuto. Aí, após o jogo, um repórter da Globo foi entrevistar um de nossos atletas, o Nenê. Então, ao vivo, quando abordado, logo na primeira pergunta ele começou assim: “Em primeiro lugar toda honra e toda glória ao Senhor Jesus, ganhando ou perdendo!...” Essa é a ideia! Olimpíadas são apenas jogos, não guerra. Se ganho ou perco minha fé não muda, cumprimento meu adversário, assimilo minha derrota e tudo continua sendo para a glória do Senhor! Assim deve ser a vida.

Atletas cristãos de todas as modalidades são uma reserva de adoradores que incomodam muito a grande mídia. Repare, não importa a pergunta, a glória é sempre dedicada ao Senhor, como também fez a goleira da seleção brasileira feminina de futebol após aquela tensa disputa em pênaltis quando, graças a sua última defesa, o Brasil se classificou. Estes atletas não se envergonham da sua fé, não negam sua fé. Os veículos de comunicação não têm o que fazer, pois hoje, inclusive para a Globo, o esporte dá mais audiência que os demais entretenimentos.

É significativo o apelido do nosso atleta de basquete: Nenê. Precisamos ser “Nenê” nas oportunidades que a vida nos apresentar. Honrar o Rei com a autenticidade de uma criança, sem ódio, com coragem e graça, com a tranquilidade de quem sabe ser herdeiro de um reino que nunca terá fim.

Paz!

 

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