A doutrina da inclusão

A doutrina da inclusão

Fonte: Atualizado: sábado, 31 de maio de 2014 às 09:03
inclusão na igreja“Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mateus 11:28).
 
Vejam como JESUS é misericordioso: ELE não exclui ninguém. Nem pessoas completamente entregues ao pecado; muito menos aquelas, que caminham com ELE, mas que, por algum motivo, estão cansadas, sobrecarregadas. O SENHOR diz a uma e a outra, clamando como que para toda a humanidade: “Venham a mim enquanto vocês podem me achar”.
 
Mas, infelizmente, não é essa a realidade que encontramos em muitos templos protestantes; e, especialmente, quando se trata de destruição familiar, traição, repúdio, adultério.
 
Embora JESUS ainda hoje diga: “Venham todos; Eu sou a Porta; o Caminho que restaura e transforma. Eu sou a Esperança de todos vocês”, as portas dos templos, que dizem representar a Sua Casa e a Sua Doutrina, vivem fechadas para certos tipos de pecadores.
 
O que tenho mais visto atualmente e presenciado nas entranhas das denominações protestantes é o testemunho de pessoas que antes eram dependentes das drogas (maconha, cocaína, crack e outras mais), ex-bandidos, ex-traficantes, porque se tem dado uma atenção toda especial à pesca desses tipos de pessoas. Acho maravilhoso um trabalho assim, desde que não fique restrito a um público específico, nem feche as portas a algum outro que, aos nossos olhos humanos, não tenha mais jeito. Afinal, se formos pegar, na acepção ampla da palavra, todos os pecadores não remidos pelo Sangue de CRISTO são, de alguma forma, adúlteros; porque viveram, no tempo de sua ignorância, adulterando os preceitos e os mandamentos do SENHOR.
 
Mas, por que os adúlteros das alianças matrimoniais são ignorados e entregues à sarjeta infernal? Uma esposa traída, ainda que tenha sido inocente em todo o processo, fora repudiada, abandonada pelo seu primeiro marido; e ainda ouve do seu líder que está livre para recomeçar a sua vida e buscar a felicidade com outra pessoa. A história dela, sem dúvida alguma, é uma das mais tristes. A forma como o marido é noticiado na sua narrativa é muito próxima das feições do próprio satanás encarnado. É para termos dó de um; e ojeriza, repugnância, ódio do outro. Assim, para quem ouve e se envolve emocionalmente em uma história dessas, aquele casamento chegou ao fim; e a esposa cristã está livre para se casar novamente com quem quiser (a expressão casar-se novamente causa, em toda pessoa que compreende o valor de uma aliança testemunhada por DEUS, ânsia de vômito).
Será que um líder chegaria, por exemplo, para uma mãe, que tem filhos presos às drogas, e lhe diria: “desista deles, pois optaram por esse caminho e não há mais esperança alguma de redenção”. E por qual razão o conselho valeria para um marido ou uma esposa presa e enganada pelo pecado do adultério? Faria DEUS acepção de pessoas, a depender dos pecados em que estejam envolvidas?
 
Se o adultério representasse, de fato, a ruptura total de uma aliança, um caminho sem volta, então todos nós estaríamos completamente perdidos, sem esperança alguma de redenção. Afinal, como foi dito anteriormente, todos nós, sem exceção, de alguma maneira nos constituímos adúlteros aos olhos de DEUS, porque transgredimos os Seus preceitos e mandamentos. É como se nós, aliançados com DEUS, através de CRISTO, desejássemos, em algum momento da nossa caminhada, algo do mundo, adulterássemos contra o SENHOR. DEUS, do mesmo modo, se sentiria traído por essa nossa atitude. Mas diria a nós que não teríamos mais chances de reconciliação?
 
A doutrina de DEUS, de JESUS e dos apóstolos sempre converge para o arrependimento do homem. Não para alguns homens, mas para todos, embora saibamos que nem todos vão se converter! É a doutrina da inclusão, onde todos têm a mesma possibilidade e esperança de, um dia, serem salvos pela maravilhosa obra de redenção de Nosso SENHOR e SALVADOR JESUS CRISTO.
 
Nem mesmo quando Israel e Judá se afastaram de DEUS, o SENHOR as desprezou e fechou todas as portas de redenção para elas. Vamos ler com atenção o que foi escrito pelo profeta Jeremias: 
 
“Eles (os fariseus) dizem: Se um homem despedir sua mulher, e ela o deixar, e se ajuntar a outro homem, porventura tornará ele outra vez para ela? Não se poluiria de todo aquela terra? (Até aqui as perguntas dos fariseus. A partir daqui, a resposta do SENHOR) Ora, tu te prostituíste com muitos amantes; mas ainda assim, torna para mim, diz o SENHOR. Levanta os teus olhos aos altos e vê: onde não te prostituíste? Nos caminhos te assentavas para eles, como o árabe no deserto; assim poluíste a terra com as tuas fornicações e com a tua malícia. Por isso foram retiradas as chuvas, e não houve chuva serôdia; mas tu tens a fronte de uma prostituta, e não queres ter vergonha (...). E o SENHOR me disse: Já a rebelde Israel mostrou-se mais justa do que a aleivosa Judá. Vai, pois, e apregoa estas palavras para o lado do Norte, e dize: Volta, ó rebelde Israel, diz o SENHOR; e não farei cair a minha ira sobre ti; porque misericórdia sou, diz o SENHOR, e não conservarei para sempre a minha ira. Somente reconhece a tua iniquidade, que transgrediste contra o SENHOR teu Deus; e estendeste os teus caminhos aos estranhos, debaixo de toda árvore verde, e não deste ouvidos à minha voz, diz o SENHOR. Convertei-vos, ó filhos rebeldes, diz o SENHOR; pois eu vos desposei; e vos tomarei, a um de uma cidade, e a dois de uma família; e vos levarei a Sião. E dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com ciência e inteligência” (Jeremias 3:1-3; 11-15) (grifos meus) (Tradução da Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil. Texto Fiel ao Original).
Agora eu pergunto: por que, para muitos, é possível DEUS restaurar a vida de, por exemplo, um ex-usuário de drogas, e não fazer o mesmo na vida de quem hoje serve ao adultério? Por que um ex-drogado, ao ser convertido, tem que viver livre do consumo das drogas; e um adúltero divorciado, em segundo casamento, pode “aceitar” JESUS e continuar com a adúltera do lado, frequentando templos, como se isso fosse algo absolutamente normal aos olhos de DEUS? Que doutrina é essa que inclui uns e exclui outros da promessa de salvação? De DEUS certamente não é; mas filosofia de homens.
 
No dia em que pregarem a Verdade para os cônjuges repudiados, assim como os líderes têm pregado nas ruas para os viciados em drogas, os templos estarão repletos de testemunhos de famílias restauradas pelo SENHOR (primeiro casamento de ambos); de maridos e esposas libertos do adultério e de todo tipo de prisão espiritual. Só precisamos pregar a Verdade, sem nos preocuparmos se iremos agradar A ou B, porque é Ela, através do Espírito Santo, que convence o homem de todo mal e o leva a andar nos caminhos retos.
 
Assim como aconteceu recentemente, quando acabei de ministrar o Evangelho duro, estreito e radical do SENHOR DEUS em um templo, e um casal, defronte a mim, já divorciado, que havia sido convidado a participar daquela reunião, reconciliou-se consigo mesmo e com o SENHOR no mesmo instante em que a Palavra estava sendo ministrada. As amarras do divórcio foram destruídas para honra e glória do SENHOR.
 
É preciso apenas ter coragem, conhecimento, ousadia, dados por DEUS, para ministrar a doutrina da inclusão; porque o resto, com certeza, ELE fará. E nosso meio estará sempre cheio de resgatados...
 
 
FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.
www.casamentosrestaurados.com.br
www.familiasparacristo.com.br
 

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