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A igreja de Deus, o povo mais rico do mundo

As verdadeiras riquezas vêm de Deus – Tanto o Pai, como o Filho e o Espírito Santo estão trabalhando para nos fazer ricos. Deus nos deu riquezas eternas sem o que todas as outras riquezas não teriam nenhum valor

fonte: guiame.com.br

Atualizado: Quarta-feira, 11 Junho de 2014 as 11:59

alegriaReferência: EFÉSIOS 1:1-14

INTRODUÇÃO

• Paulo estava preso em Roma quando escreveu esta carta aos Efésios. Esta é a carta que trata da igreja e do glorioso propósito de Deus na sua vida.
• Paulo abre esta carta falando sobre três coisas:

1. O Remetente da Carta
• Paulo é apóstolo de Cristo não por inspiração própria, nem por usurpação nem por nenhuma indicação humana, mas por vontade de Deus.

2. Os destinatários da Carta
• A igreja tem duas moradias: ela é cidadã do mundo (em Éfeso) e ela é cidadã no céu (em Cristo).
• Santos não são pessoas mortas canonizadas, mas pessoas vivas separadas por Deus para viverem uma vida diferente.
• Fiéis são todos aqueles que confiam em Cristo. Todo fiel é santo e todo santo é fiel.

3. O objetivo da Carta
3.1. A fonte de nossas bênçãos – Deus, o Pai nos tem feito ricos em Jesus Cristo. Ele é o dono do universo e nós somos seus filhos e seus herdeiros.
3.2. A natureza de nossas bênçãos – Nós temos toda sorte de bênção espiriritual. No Antigo Testamento o povo tinha bênçãos materiais como recompensa de sua obediência (Dt 28:1-13). Mas agora nós temos toda sorte de bênção espiritual. O espiritual é mais importante do que o material.
3.3. A esfera das bênçãos – “Nas regiões celestiais em Cristo” – As pessoas não convertidas estão interessadas primariamente nas coisas terrenas, porque este é o lugar em que vivem. Eles são filhos deste mundo (Lc 16:8). Mas a vida do cristã está centrada no céu. Ele é cidadão do céu. Há uma segunda esfera: “em Cristo”. Todas as bênçãos recebidas são em Cristo.

I. BÊNÇÃOS PROCEDENTES DE DEUS O PAI – V. 4-6

• Esta estrofe (3-6) relaciona-se com o passado, tendo o misericordioso plano do Pai como centro. A segunda estrofe (7-12) relaciona-se com o presente e gira em torno da obra redentora de Cristo. A terceira estrofe (13-14) aponta para a futura consumação da redenção e exalta o ministério do Espírito Santo. Cada estrofe termina com o estribilho “para o louvor da glória de sua graça (v. 6), “para o louvor da sua glória” (v. 12), “em louvor da sua glória” (v. 14).
• Vejamos, portanto, as bênçãos procedentes do Pai:

1. Ele nos escolheu – v. 4
1.1. O autor da eleição – Deus, o Pai é o autor da eleição. Não fomos nós quem escolhemos a Deus, ele é quem nos escolheu (João 15:16). Os pecadores perdidos, entregues a si mesmos não procuram a Deus (Rm 3:10-11); Deus em seu amor é quem procura os pecadores (Lucas 19:10).
1.2. A natureza da eleição – Deus nos escolheu para si, de acordo com o seu beneplácito (v. 5). A eleição é um ato da sua benevolência soberana. Éramos impuros e repreensíveis. Estávemos perdidos e condenados. A causa da escolha está nele mesmo. Deus escolheu Abraão entre os homens de Ur; escolheu Isaque e não Ismael; escolheu Jacó e não Esaú; escolheu Israel e não as nações ao seu redor. Agora, em Cristo, ele escolheu para si um novo povo.
1.3. O objeto da eleição – “Deus nos escolheu”. Isso prova que a salvação não é universalista. Paulo está escrevendo aos crentes (v. 1) e aos santos e irrepreensíveis (v. 3). Este “nos” não pode referir-se a todos os homens sem distinção. Karl Barth erradamente afirma que em conexão com Cristo todos os homens, sem distinção, são eleitos e que a distinção básica não é entre eleitos e não eleitos, e, sim, entre os que têm consciência de sua eleição e os que não a têm.
1.4. O fundamento da eleição – Deus nos elegeu em Cristo. No tempo o Pai nos abençoou em Cristo assim como nos elegeu nele desde toda a eternidade. A eleição é o fundamento de todas as bênçãos subsequentes. A eleição não anula a cruz. Deus não nos escolheu em nós mesmos, por nossos méritos, mas em Cristo.
1.5. O tempo da eleição – Deus nos escolheu em Cristo antes da fundação do mundo. O plano de Deus é eterno. Seu decreto é eterno, portanto, não pode ser frustrado.
1.6. O propósito da eleição – Deus nos escolheu em Cristo para sermos santos e irrepreensíveis. Deus não nos elegeu porque éramos, mas para sermos. Não nos elegeu porque fazíamos boas obras, mas para as boas obras. Não nos elegeu porque previu que iríamos crer, mas cremos porque fomos eleitos. A eleição é a raiz da salvação, não seu fruto! Contudo o propósito final da eleição é o louvor da sua glória.
1.7. As lições básicas sobre a eleição – 1) A doutrina da eleição é uma revelação divina e não uma especulação humana; 2) A doutrina da eleição é um incentivo à santidade e não uma desculpa para o pecado; 3) A doutrina da eleição é um estímulo à humildade e não um motivo para o orgulho.

2. Ele nos adotou – v. 5
• Deus nos predestinou para sermos filhos. A eleição refere-se a pessoas enquanto predestinação refere-se aos propósitos. Os eventos conectados com a crucificação de Cristo foram predestinados (Atos 4:25-26). Deus predestinou nossa adoção (Efésios 1:5). Deus predestinou nossa conformidade com Cristo (Romanos 8:29), assim como a nossa herança (Efésios 1:11). Porém, eu creio que ambos os termos referem-se ao mesmo ato de Deus e têm sentido idêntico.
• Deus nos adotou em sua família. Estávamos perdidos, condenados, mortos, sem Deus e sem esperança no mundo e fomos adotados na família de Deus, fomos feito herança de Deus.

3. Ele nos aceitou – v. 6
• Nós não podemos fazer-nos a nós mesmos aceitáveis para Deus. Nossa justiça é como trapo de imundícia aos seus olhos. Mas, ele por sua graça, fez-nos aceitáveis em Cristo. Quando o Filho Pródigo chegou em casa com vestes rasgadas, sujas da lama do chiqueiro, seu Pai o abraçou e beijou e lhe deu nova roupagem! Ele se tornou aceitável ao Pai.

II. BÊNÇÃOS PROCEDENTES DO FILHO – V. 7-12

1. Ele nos redimiu – v. 7a
• A palavra “redimir” significa comprar e deixar livre mediante pagamento de um preço. Na época de Paulo o Império Romano tinha 60 milhões de escravos e geralmente eles eram vendidos como uma peça de mobília. Mas um homem podia comprar um escravo e dar-lhe liberdade. Foi isso que Cristo fez por nós.
• O preço da nossa redenção foi o seu sangue (v. 7; 1 Pe 1:18ss). Isso significa que estmaos livres da lei (Gl 5:1), da escravidão do pecado (Rm 6:1), do mundo (Gl 1:4) e do poder de Satanás (Col 1:13-14).

2. Ele nos perdoou – v. 7b
• O nosso perdão é baseado no sacrifício expiatório de Cristo (os dois bodes expiatórios – Lv 16).
• O perdão de Cristo é completo. Ele morreu para remover a culpa do nosso pecado. Ele é o Cordeiro que tira o pecado do mundo (João 1:29). Agora já nenhuma acusação pode prosperar contra nós porque Cristo já rasgou o nosso escrito de dívida. Ele nos perdoou e dos nossos pecados jamais se lembra.

3. Ele nos revelou a vontade de Deus – v. 8-10
• O pecado separou o homem de Deus, do próximo, de si e da própria natureza. O homem tentou construir um caminho de volta para Deus através da Torre de Babel, mas Deus os julgou e os dispersou. Deus chamou a Abraão e fez uma diferença entre o seu povo e os gentios, uma diferença que foi mantida até a morte de Cristo. O pecado rasga e separa todas as coisas, mas em Cristo, Deus juntará todas as coisas na consumação dos séculos. Nós somos parte desse grande plano de Deus.

4. Ele nos fez herança – v. 11-12
• Em Cristo nós temos uma linda herança (1 Pe 1:1-4) e em Cristo nós somos uma herança. Nós somos valiosos nele. Pense no preço que Deus pagou por nós para sermos sua herança. Deus, o Filho é o dom de Deus o Pai para nós. E nós somos o dom do amor de Deus para o Filho. Nós somos a herança de Deus, a noiva de Cristo, a menina dos olhos de Deus, a delícia de Deus.

III. BÊNÇÃOS PROCEDENTES DO ESPÍRITO SANTO – V. 13-14

• Nós nos movemos da eternidade passada (Ef 1:4-6), e história passada (Ef 1:7-12), para a imediata experiência dos crentes e a expectativa futura (1:13-14).

1. Ele selou-nos – v. 13
• O processo inteiro da salvação é ensinado neste verso. Ele mostra como um pecador torna-se um santo. 1) Ele ouve o Evangelho da Salvação: como Cristo morreu pelos nossos pecados e ressuscitou; 2) Ele crê com a fé que traz a salvação. 3) Ele é selado com o Espírito Santo. Você recebe o Espírito Santo imediatamente após você confiar em Cristo.
• Qual é o significado do selo do Espírito?
1.1. Ele fala de uma transação consumada – Jesus consumou a sua obra de redenção na cruz. Ele nos comprou com o seu sangue. Somos propriedade exclusiva dele. Portanto, fomos selados como garantia dessa transação final. Exemplo: Os compradores de madeira em Éfeso colocavam o selo na madeira e depois enviavam seus mercadores para buscá-la.
1.2. Ele fala de um direito de propriedade e posse – Deus colocou o seu selo sobre nós porque ele nos comprou para sermos sua propriedade exclusiva (1 Co 6:19-20; 1 Pe 2:9).
1.3. Ele fala de segurança e proteção – O selo romano sobre a tumba de Jesus era a garantia de que ele não seria violado (Mt 27:62-66). Assim o crente pertence a Deus. O Espírito nos foi dado para estar para sempre conosco. Ele jamais nos deixará.
1.4. Ele fala de autenticidade – Assim como a assinatura do dono, o selo atesta a genuinidade do documento. “Se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Romanos 8:9).

2. Ele nos foi dado como penhor – v. 14
• A palavra “penhor” significa a primeira parcela de um pagamento, como garantia de que todo o pagamento integral será efetuado. O Espírito Santo é primeiro pagamento que garante aos filhos de Deus que ele irá terminar a sua obra em nós, levando-nos para a glória (Rm 8:18-23; 1 Jo 3:1-3).
• A redenção tem três estágios: 1) Nós fomos redimidos – justificação (Ef 1:7); 2) Nós estamos sendo redimidos – santificação (Rm 8:1-4); 3) Nós seremos redimidos – glorificação (Ef 1:14) – quando Cristo voltar e então seremos como ele é.
• A palavra “penhor” tem também o significado de anel de noivado. É a garantia de que a promessa de fidelidade será guardada. A nossa relação com Deus é uma relação de amor. Jesus é o noivo e a sua igreja é a noiva.

CONCLUSÃO

• Todos os pontos doutrinários observados até agora nos falam da nossa riqueza em Cristo. Vejamos:

1. As verdadeiras riquezas vêm de Deus – Tanto o Pai, como o Filho e o Espírito Santo estão trabalhando para nos fazer ricos. Deus nos deu riquezas eternas sem o que todas as outras riquezas não teriam nenhum valor. Nós temos riquezas que o dinheiro não pode comprar. Nós nos alegramos nos dons porque amamos o doador.
2. Todas essas riquezas vêm pela graça de Deus e são para a glória de Deus – Toda a obra do Pai (v. 6), do Filho (v. 12) e do Espírito Santo tem uma fonte (a graça) e um propósito (a glória de Deus). O nosso fim principal é glorificar a Deus e o fim principal de Deus é glorificar-se a si mesmo.
3. Essas riquezas são apenas o começo – Há sempre mais riquezas espirituais para buscar da parte do Senhor enquanto nós andamos com ele. A Bíblia é o nosso mapa. O Espírito é o nosso guia e mestre. Enquanto examinamos as Escrituras vão descobrindo as insondáveis riquezas de Cristo.
4. Essas riquezas devem nos levar a algumas atitudes – Primeiro, adoração; Segundo, devemos nos sentir animados; Terceiro, devemos nos consagrar ao Senhor por tudo o que ele fez por nós!


- Rev. Hernandes Dias Lopes

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