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A Bíblia em seis parágrafos

Pontos básicos das escrituras que precisam ser compreendidos para que a leitura bíblica seja bem sucedida.

fonte: Guiame, Jean Francesco

Atualizado: Sexta-feira, 15 Janeiro de 2016 as 5:37

O primeiro livro da Bíblia, Gênesis, possui cinquenta capítulos; os primeiros onze (1-11) são conhecidos como "a história primeva", pois registram os primeiros acontecimentos da história da humanidade: 1. Criação, 2. Queda, 3. Dilúvio, 4. Divisão dos povos e línguas em Babel. Já os demais capítulos (12-50) narram a jornada dos patriarcas Abraão, Isaque, Jacó e José do Egito. Alguns não conseguem entender qual é a relação das duas partes do livro (1-11 e 12-50). Isso é um problema sério, pois o projeto de salvação divino é posto em ação inicialmente aqui, no capítulo 12.1-3.

No fim do cap. 11 as nações da terra estão divididas e confusas. Uma pergunta salta aos olhos de um leitor atento: "o projeto divino de ter um povo habitando com ele num jardim fracassou?" E a resposta no cap. 12 é "não". Como num filme, o diretor da trama faz uma transição mudando o foco dos personagens (nações > indivíduo), de macro para micro, uma espécie de "zoom". Deus escolhe um homem chamado Abrão e promete que a partir dele toda a criação e nações da terra serão reunidas e abençoadas através de sua descendência. Portanto, a partir de Gênesis 12.1-3, o foco do Antigo Testamento estará em Deus cumprindo sua missão de formar uma família, dela formar uma nação, e da nação alcançar e abençoar todos os povos da terra. Deus está pondo em prática o plano de recuperar a criação caída no pecado e voltar para o jardim com o seu povo. 

Leia o Antigo Testamento sob o prisma de que "Deus está em missão". Ele escolhe Abraão, dele forma uma família, de sua família 12 tribos, e delas a nação de Israel. O povo experimenta a escravidão no Egito, mas Deus os liberta, dá uma constituição (10 mandamentos) e os conduz até Canaã, a terra prometida a Abraão. Porém, ao invés de abençoar e ser luz para as nações, Israel cai nas mesmas trevas. Inicia-se a época dos juízes, dos reis, o povo se divide em dois reinos (norte e sul) mas continua fracassando em sua missão de ser benção. Vem o exílio assírio e babilônico como juízo para os dois reinos. E como no Egito, Deus restaura seu povo novamente, mas ele continua dividido, pálido e fraco diante das nações. O Senhor então promete a vinda do Messias, que seria o filho de Abraão, novo Moises e rei como Davi.

Jesus nasce e restaura o povo de Israel. Ele vence a tentação que Adão caiu, passa fome no deserto sem reclamar como os hebreus, passa pelo Jordão, sobe num monte como Moisés e dá a sua lei, prega como profeta, alimenta os famintos, cura os cegos, domina espíritos maus e tempestades como rei, morre numa cruz como cordeiro na Páscoa, mas triunfa sobre a morte ressuscitando dos mortos provando ser o verdadeiro Deus e Salvador do mundo.

Após sua ressurreição e antes de subir ao céu ele reúne seus discípulos, representando o Israel restaurado, e lhes dá uma missão - note à semelhança com a promessa de Abraão: sair pelo mundo, reunir todas as nações e abençoa-las através do discipulado e pregação dessas boas notícias. Depois, esse povo recebe a promessa dos profetas Joel e Ezequiel, o Espírito Santo, que os capacita a ser e fazer a benção de Deus chegar a todo mundo. Enquanto eles saem pregando pelo mundo milhares de pessoas começam a entregar suas vidas a Cristo e serem transformadas. O livro de Atos começa em Jerusalém, avança pra Judeia, Samaria, África, Europa, Ásia, Américas e estamos aqui em terra brasileira para testificar que a benção divina também chegou até nós.

Mas nossa missão ainda não terminou porque Deus continua em missão salvando os seus escolhidos de todas as partes da terra. Nossa missão é cooperar com ele e abençoar toda a terra com o Evangelho traduzido em palavras e ações até o retorno glorioso de Jesus. Naquele dia a missão de Deus irá acabar e também a nossa. Herdaremos o novo céu e nova terra e seremos o povo que Deus tanto sonhou vivendo num mundo de amor e paz que jamais entrará injustiça novamente.

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