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O que é Halloween?

Embora o Halloween seja uma festa fraca e distante da cultura brasileira, é importante entendermos sua história e as consequências de participarmos dela

fonte: Guiame, Jean Francesco

Atualizado: Sexta-feira, 23 Outubro de 2015 as 9:39

Halloween
Halloween

Certa vez dois garotos bateram na minha porta e disseram: “Gostosuras ou travessuras?” Além de ter achado engraçado ver os dois meninos rindo com as sacolas cheias de balas e bom bons, isso me fez pensar em toda a polêmica em torno do Halloween. O que é, afinal, essa festa tão polêmica?

Existem muitas lendas sobre a suposta origem do Halloween. A mais confiável origem do Halloween é a festa de Samhain celebrada pelos celtas nas Ilhas Britânicas entre 600-800 d.C. A festa não tinha absolutamente nada a ver com as bruxas ou feiticeiros; era basicamente uma celebração em favor dos mortos, organizada pelos sacerdotes druidas que marcava o fim do verão entre 31 de Outubro até 2 de Novembro.

Como uma festa pagã, alguns acreditavam que os espíritos dos familiares voltavam para abençoá-los de alguma maneira. Mas que fique bem claro, não havia abóboras, bruxas, disfarces e nem gostosuras ou travessuras.

Com a entrada do cristianismo nas ilhas britânicas e a conversão dos celtas, aconteceu uma mescla entre essas duas culturas. As festas da tradição cristã começaram a se mesclar e transformar a festa dos celtas. Encurtando a história, depois de algum tempo a festa cristã do “Dia de todos os santos”, ou “Dia de finados” ou “Dia dos Mártires”, pulou do mês de Maio para o mês de Novembro, assim o Samhain foi adaptado e passou a ser comemorado na véspera do “Dia de todos os santos”.

A Igreja tentou mostrar aos celtas que Cristo venceu o poder da morte. Essa é a razão do nome "All Hallow's eve” = "véspera de todos os santos” ou “Hallow Evening” = “noite sagrada”. As palavras foram se aglutinando até que chegamos ao conhecido Halloween.

Na Idade Média, enquanto comemoravam a festa, crianças saíam de porta em porta pedindo bolos, doces, em troca de orações pelos mortos de cada família. Era um gesto tipicamente “cristão” e louvável.

No século 19 os irlandeses emigraram para os Estados Unidos e trouxeram a festa deles junto. Aqui, então, começou a descaracterização da celebração cristã-celta. Com o passar do tempo, em vez de oração pelos mortos, as crianças começaram a fazer travessuras com aqueles que não davam os doces - o que acontece até hoje.

Inspirados na lenda de “Jack, O Lanterna”, os irlandeses trouxeram abóboras iluminadas para decorarem a festa. Os elementos espirituais da festa foram se perdendo. E embora a Igreja continuasse sua homenagem aos mártires cristãos do passado, muitas pessoas associavam ainda mais a festa com a lenda de que os espíritos dos mortos retornavam ao mundo dos vivos. Alguns acreditam também que o histórico de perseguição da Igreja Católica em relação às bruxas e feiticeiros, de alguma forma, contribuiu para que esses dois personagens se tornassem os grandes “homenageados” e “vítimas” da verdadeira história.

Outros associam a mudança de Halloween para o “dia das bruxas” como uma paródia do "Day of Martin Luther" = “Dia de Martinho Lutero”, que mundialmente é o Dia da Reforma Protestante. As explicações são várias, mas o fato é que até hoje as bruxas e feiticeiros são os protagonistas da festa.

Embora o Halloween seja uma festa fraca e distante da cultura brasileira - ela só é verdadeiramente forte na América do Norte e algumas regiões da Europa -, é importante entendermos sua história e as consequências de participarmos dela. Algumas ideias práticas para concluir essa reflexão:

1. Antes de participar de qualquer celebração, busque conhecer sua história, não seja iludido;

2. Hoje em dia não há praticamente nenhuma relação do Halloween com a fé cristã;

3. As crianças também não querem orar por ninguém, mortos ou vivos, querem só os doces mesmo;

4. Como cristão, sei que as almas dos mortos não podem retornar para o nosso mundo e apenas Cristo nos dá o poder de vencer a morte!

5. Essa festa não acrescenta porcaria nenhuma para a nossa cultura além de confusão;

6. Prefiro celebrar, no dia 31 de Outubro, a Reforma protestante, pois ela, sim, realmente trouxe a luz da Verdade para este mundo escuro e cheio de confusão.

Ah, eu já ia esquecendo; abri a porta para os dois meninos - 7 anos cada um - que me pediam gostosuras, dei dois bom bons para eles e disse: “Vocês me pedem doces por um dia, Jesus pode dar uma vida doce e gostosa para vocês a vida inteira." ‪#‎Halloween‬

 

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