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Uma ajudinha nunca mais

A grande parte das mulheres quando são mães entram em uma crise logo depois que a licença maternidade acaba. Se vão se dedicar integralmente ao cuidado do filho nos primeiros anos ou de forma parcial.

fonte: Guiame, Marcos Botelho

Atualizado: Quinta-feira, 11 Agosto de 2016 as 4:31

Mulher sobrecarregada. (Foto: Donnapop)
Mulher sobrecarregada. (Foto: Donnapop)

Nas últimas décadas as mulheres conquistaram muito o mercado de trabalho e se tornaram parceiras dos seus maridos no sustento da casa.

Hoje quando converso com novos casais vejo que quase não pensam mais no antigo formato do homem trabalhar fora e da mulher trabalhar em casa.

Como esse formato é novo, muitas lacunas não foram bem resolvidas ainda nas últimas décadas.

Uma delas é a educação e o cuidado dos filhos pequenos. A grande parte das mulheres quando são mães entram em uma crise logo depois que a licença maternidade acaba. Se vão se dedicar integralmente ao cuidado do filho nos primeiros anos ou de forma parcial.

Mas essa reflexão não é para falar das mães e sim dos pais. Pois com essas mudanças os homens foram convocados para serem parceiros também no cuidado. Não que quando eram os únicos provedores do sustento já não faziam, mas agora fazem de forma muito mais participativa as atividades do cuidado pessoal do bebê.

Meu pai não se lembra de nenhuma vez que trocou minha fralda ou fez uma papinha. Era diferente, e mesmo os pais das antigas que se lembram terem feito algo, era só uma ajudinha para dar uma folga para a mamãe.

Hoje mudou, não damos uma “ajudinha”, somos parceiros, cuidamos juntos. Aprendemos a fazer de tudo e a nos preocupar com o dia a dia. Somos mães e pais como nossas esposas as são.

Sei que as mulheres ainda não se resolveram nesse novo formato, ainda existe muita frustração e peso na consciência.

Uma coisa eu sei, nós pais, pelo menos eu, não quero voltar ao formato anterior. Descobrimos uma alegria e satisfação diferente de tudo que tínhamos experimentado. É bom ser o provedor da casa, mas também é bom demais o trabalho do dia a dia do cuidado com um bebê. Não queremos mais voltar a dar uma “ajudazinha”, somos parceiros até a maturidade dos nossos filhos.

Com isso, acho que os homens têm que se envolverem em orações e conversas junto com as mulheres nesse novo formato, pois agora também somos parte da solução dessa nova sociedade.

 

*As opiniões aqui expressas são de exclusiva responsabilidade do autor do texto e não refletem necessariamente o posicionamento oficial do Portal Guiame.

 

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