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Lições que nascem com a simplicidade

A grande tragédia de passar pela existência sem viver se dá nos que perdem a capacidade de apreciar o belo, escondido no banal. Resta ser “simples como as pombas”

fonte: guiame.com.br

Atualizado: Quarta-feira, 7 Maio de 2014 as 2:04

simplicidadeQuantas vezes perdemos o encanto de certos momentos por não sabermos valorizar os processos singelos da vida. Não entendemos uma existência perpassada pela simplicidade.

No enfrentamento dos pequenos medos, a vida se prepara para a grande coragem.
Perseverança depende do desânimo.
Esperança se anima na frustração.
Resiliência acontece desde as derrotas mais amargas.
Desestímulo alheio convida à ousadia.
Aprende-se ternura com as feridas.
Desprezo educa para o perdão.

Para ser simples, a virtude precisa andar quando outros, afobados, correm; sussurrar, quando outros, presunçosos, gritam; sorrir, quando outros, raivosos, destilam ranho; pensar, quando outros, iludidos, mistificam.

Quem deseja subir um degrau na existência, precisa descer dois. Humildade, o contrário de autocomiseração, significa apenas a capacidade de perceber as sombras com a mesma sensibilidade que a luz.

Perfeição não aparece nas simetrias extraordinárias. Perfeição se esconde no ordinário – no dia a dia – e só pede um olhar simples. Por isso alguém já disse que a camisa que tremula no varal pode conter a vela que empurra o navio; o fio que a aranha estende entre os galhos da árvore pode preceder a ponte suspensa sobre o abismo; a chaleira que chia no fogão pode inspirar o mecanismo da locomotiva; a maçã que despenca da árvore pode explicar a lei da gravidade; o pardal que voa no entardecer pode lembrar o cuidado universal de Deus, que ama a todos.

A grande tragédia de passar pela existência sem viver se dá nos que perdem a capacidade de apreciar o belo, escondido no banal. Resta ser “simples como as pombas”.

Soli Deo Gloria

 

- Ricardo Gondim

 

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