MENU

Crise? O nosso Brasil é maior e se colocará de pé

Temos que reencontrar o nosso caminho e não há caminho largo, nesse caso. Ele é apertado e a porta é estreita.

fonte: Guiame, Roberto de Lucena

Atualizado: Segunda-feira, 3 Agosto de 2015 as 1:03

Roberto de Lucena
Roberto de Lucena

O momento que o Brasil tem enfrentado exige muito cuidado e muita responsabilidade de cada um de nós – especialmente os que exercem liderança.

Não há espaço para aventuras, para oportunismos. Há uma crise instalada no ambiente moral, político e econômico, mas o Brasil é maior que essa crise. É maior que as inúmeras dificuldades que se lhe apresentam.

As crises precisam ser contidas e não expandidas, e debeladas. É necessário que se assegure a governabilidade e que tanto a sociedade quanto o Congresso Nacional, o Governo Federal, e os demais entes, de todas as esferas do poder, compreendam que não há como sairmos vitoriosos se não estivermos todos do mesmo lado, do lado do Brasil.

As instituições estão cumprindo o seu papel e precisamos garantir que assim continuem: Polícia Federal, Ministério Público e o Judiciário se empenhando em investigar e aplicar a lei, segundo suas competências e funções.

Que os instrumentos de controle sejam cada vez mais eficazes, garantindo a necessária e desejável transparência e que ninguém esteja acima da lei ou isento da aplicação desta.

Que sejam apurados todos os eventuais desmandos ou crimes cometidos contra o erário público, contra a sociedade e que os envolvidos sejam responsabilizados.

Temos que reencontrar o nosso caminho e não há caminho largo, nesse caso. Ele é apertado e a porta é estreita.

A conta já está sendo fechada e todos vamos ter que dividi-la. O que não se pode permitir é que apenas a sociedade continue pagando.

A máquina pública está enorme, inchada, pesada. Precisa diminuir, ser mais eficiente e conter seus gastos, sobretudo de custeio.

No próximo dia 16/08 haverá uma manifestação em nível nacional, que irá clamar pelo impeachment de Dilma Rousseff.

Respeito e celebro o direito democrático da sociedade de manifestar-se. Comemoro o fato de que o Brasil tenha quebrado o seu silêncio, que a população esteja saindo de sua zona de conforto para cobrar posturas coerentes de seus líderes e seus direitos como cidadãos.

Defendo até mesmo o direito do povo em pedir por um impeachment, porém não defendo o impeachment neste contexto.

Apesar do grande clamor popular e da compreensível e crescente insatisfação, a solução certamente não passa pelo impedimento da presidente.

A medida não seria boa para ninguém nesse momento. Não seria boa para o Brasil. E até o presente momento não há qualquer base legal que justifique sequer a sua discussão.

O momento é o de reencontrar a estabilidade. De diálogo, lucidez, responsabilidade. Precisamos continuar trabalhando, acreditando.

Eu ainda creio que o nosso Brasil, que está de joelhos diante do mundo, rapidamente se colocará de pé e deixará para trás, no retrovisor da história, esse momento de apreensão e dificuldades.

*Roberto de Lucena é Secretário de Turismo do Estado de São Paulo. Foi reeleito deputado federal pelo PV-SP em 2014. É Pastor, escritor e conferencista, além de vice-presidente da UGT.

veja também