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Liberdade de culto: conquistas e desafios

Vivemos em um Estado laico e não em um Estado ateu. O Estado brasileiro reconhece o direito de cada cidadão cultuar a sua fé, praticar a sua religião e o seu culto.

fonte: Guiame, Roberto de Lucena

Atualizado: Quinta-feira, 7 Janeiro de 2016 as 10:03

Neste período de festas e férias, com tudo o que envolve o final de um ano e o início de um ano novo, deixamos de refletir sobre datas importantes que fazem parte do calendário nacional. O dia 1° de janeiro, que celebra a Confraternização Universal e o Dia Mundial da Paz, o Dia Mundial da Gratidão, celebrado em 6 de janeiro e em 7 de janeiro o Dia da Liberdade de Cultos. Vejam que interessante: Fraternidade, Paz, Gratidão e Fé!

Quero rapidamente falar sobre o Dia da Liberdade de Cultos. Vivemos em um Estado laico e não em um Estado ateu. O Estado brasileiro reconhece o direito de cada cidadão cultuar a sua fé, praticar a sua religião e o seu culto. Hoje, a liberdade de cultos e de crença no Brasil é uma realidade conquistada após décadas de luta contra a intolerância, a discriminação e o preconceito. Nosso País já teve uma religião oficial de Estado.

Os primeiros missionários presbiterianos chegaram ao Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, há mais de 150 anos e foram mal recebidos e perseguidos por décadas. O mesmo aconteceu com os primeiros missionários batistas e luteranos, e também com os pioneiros da Igreja Assembleia de Deus no Brasil, os suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren, que aqui chegaram em 1910.

Ao longo da história, milhares de cristãos evangélicos foram mortos por praticarem sua fé, pastores foram presos e centenas de templos foram depredados. Perseguições deste tipo ocorreram em todos os cantos do País e, infelizmente, continuam acontecendo em alguns lugares do mundo, como acompanhamos o caso do pastor iraniano Youcef Nadarkhani no Irã e dos missionários presos no Senegal. Apesar de todo o preconceito e perseguição no Brasil, a fé evangélica prosperou e se expandiu por todo o território nacional. Atualmente, cerca de 30% da população brasileira se diz evangélica, ou seja, mais de 40 milhões de pessoas.

Mais do que uma conquista evangélica, esses números indicam um ambiente de respeito e tolerância entre todas as religiões. Católicos, evangélicos, espíritas, judeus, budistas e tantos outros convivem harmonicamente no Brasil, respeitando-se e praticando, cada um, livremente sua fé. Neste Dia da Liberdade de Cultos, temos todos o que comemorar.

Que a paz esteja sempre presente entre vós e que a liberdade de culto e de crença se torne uma realidade em todos os cantos do mundo!

Que Deus abençoe o Brasil!

*Roberto de Lucena é pastor da Igreja O Brasil para Cristo, deputado federal licenciado por SP, Secretário de Turismo de São Paulo, Secretário da Frente Parlamentar Mista para Refugiados e Ajuda Humanitária (FPMRAH) membro do International Panel of Parlamentarians for Freedom of Religion or Belief – IPP (Painel Internacional de Parlamentares para a liberdade de Religião ou Crença).

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