Austrália autoriza criança de 5 anos de idade a fazer cirurgia de mudança de sexo

A solicitação para a realização da cirurgia foi feita pelos próprios pais da criança, que dizem que seu filho "se apresenta como uma menina".

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Quinta-feira, 8 Dezembro de 2016 as 9:02

Garoto segura bandeira do movimento LGBT. (Foto: Reuters)
Garoto segura bandeira do movimento LGBT. (Foto: Reuters)

Um tribunal australiano aprovou um pedido controverso para permitir que um garoto de 5 anos de idade seja submetido à cirurgia de mudança de sexo e se identifique como mulher. A solicitação dessa autorização foi feita pelos próprios pais da criança.

A BBC News informou que apesar de ter nascido com o sexo masculino, a criança já é conhecida apenas como Carla e se identifica como uma menina, apesar da falta de órgãos sexuais femininos.

O Tribunal de Famílias foi informado de que "Carla" nasceu com "genitália aparentemente feminina" e exibiu comportamento "estereotipicamente feminino", como nunca querer dizer que é um garoto e preferir "brinquedos, roupas e atividades femininas".

Uma cirurgia agora será realizada para remover as gônadas (onde são produzidos os gametas sexuais) do interior do corpo da criança. Médicos especialistas teriam declarado ao tribunal que a cirurgia iria remover o risco da criança desenvolver tumores e sugeriu que a cirurgia ocorra antes da puberdade.

O juiz do Tribunal de Famílias Colin Forrest disse em sua decisão, de acordo com a BBC: "Eu considero o tratamento terapêutico proposto como sendo necessário para tratar de forma apropriada e proporcional um defeito corporal genético que, não tratado, representa riscos reais e não insubstanciais para a saúde física e emocional da criança".

Até mesmo alguns ativistas LGBT que apoiam a cirurgia de mudança de sexo questionaram a decisão do Tribunal. O advogado Morgan Carpenter, por exemplo, argumentou que as crianças precisam ser um pouco mais velhas para tomar decisões tão importantes sobre sua identidade.

"A designação de gênero sempre é apropriada", disse Carpenter à BBC. "O que não é apropriado é a imposição cirúrgica de gênero".

As histórias controversas de crianças que estão tendo a permissão de "escolher seu gênero" foram relatadas em diversas ocasiões do ano passado.


Incoerência
Em junho, o Christian Post informou que, de acordo com o jornal australiano 'The Daily Telegraph', o Departamento de Educação de Nova Gales do Sul revelou que a criança é a pessoa mais jovem do país a estar em processo de transição para eventual reatribuição de gênero.

Hospitais na Austrália também relataram aumentos no número de crianças encaminhadas para tratamento de disforia de gênero.

O psicólogo Michael Carr-Gregg disse ao 'Daily Telegraph' que cerca de 250 crianças de até 3 anos estão sendo atendidas pela unidade de disforia de gênero no Hospital Infantil Royal, de Melbourne. Em comparação, ele acrescentou que havia apenas uma criança sendo atendida em razão de problemas de disforia de gênero no hospital há apenas uma década.

De acordo com um médico do Hospital Infantil de Westmead, referências para serviços de gênero triplicaram nos últimos anos e têm "escalado rapidamente" em todos os estados.

Em um relatório publicado em agosto, o Colégio Americano de Pediatras afirmou que o uso de educação pública e políticas legais para "endossar a discordância de gênero como normal" fará com que cada vez mais crianças se voltem para "clínicas de gênero", onde receberão drogas bloqueadoras da puberdade e chamou esta prática de "abusiva".

"Isso, por sua vez, garante praticamente que eles vão 'escolher' uma vida de hormônios sexuais carcinogênicos e tóxicos, e provavelmente consideram a mutilação cirúrgica desnecessária de suas partes saudáveis ​​do corpo quando se tornarem adultos jovens", afirmou o relatório.

Um relatório recentemente publicado por dois estudiosos da Universidade Johns Hopkins, em Maryland, argumentou que não há suficiente evidência científica para afirmar que as crianças transgênero nascem dessa maneira.

veja também