A mulher é o 'pescoço'

A mulher é o 'pescoço'

Atualizado: Quinta-feira, 27 Fevereiro de 2014 as 4:08

mulherSempre que o Renato, meu esposo,  viaja para ensinar ou pelo Ministério, ficando fora por alguns dias ou até semanas,  gosto  de reler o livro da Irmã Oretha Hagin: “O preço não é maior do que a Graça”. Tem gente que acha engraçado quando digo isso, mas é muito bom “ouvir” conselhos de alguém que teve sucesso naquilo que ainda estamos crescendo.
 
No livro, ela relata experiências em que precisou “ser o pai e a mãe”, resolvendo problemas em casa, mas nunca deixando  transparecer  aos filhos que o ministério do marido era um peso para a família, mesmo que ela tenha passado por períodos difíceis , seja por problemas financeiros ou pela ausência dele, ela ensinava as crianças sobre a bondade de Deus, a fé e como era maravilhoso e gratificante servir ao Senhor.
 
Sempre ouvimos citações sobre os livros e ministério do irmão Kenneth E. Hagin, mas nem sempre nos lembramos dela, a sua esposa, Oretha. É comum a mulher que não tem um chamado ministerial viver dois tipos de situações: ou é esquecida (seja nos convites, nas homenagens ou citações) ou é cobrada porque muitos acham que ela não se envolve na igreja o suficiente, simplesmente porque não aparece com frequência ou não prega no púlpito.
 
Outro dia eu vi a nossa querida Jan Wright ministrar sobre as mulheres, ela disse que o homem era o cabeça, mas a mulher era o pescoço que erguia a cabeça. Achei isso tão lindo, porque já tinha ouvido piadas as quais diziam que a mulher é o pescoço por direcionar o marido, pois tem o “poder” de fazer com que ele siga as suas instruções, caso saiba utilizar seus “recursos” de esposa para tal coisa. Porém, nós, mulheres, temos sim um papel essencial na vida do homem, mas não para manipulá-lo.
 
Ser chamada para auxiliar é uma tarefa complexa e nem sempre fácil. Não é simples ser submissa na nossa cultura, porque somos incentivadas a liderar e assumir um papel que nem sempre está de acordo com o que Deus nos criou para ser.
 
Nós gostamos muito de falar, isso é cientificamente comprovado. No livro “O cérebro feminino”, a neuropsiquiatra L. Brizendine afirmou: “A mulher usa cerca de 20 mil palavras por dia, enquanto o homem usa apenas 7 mil”. Existem pesquisas mais recentes que diminuíram muito esta diferença, mas nós continuamos “na frente”! Esta nossa necessidade de falar e muitas vezes não entender o momento que o nosso marido está passando, simplesmente despejando sobre ele o nosso desabafo de cada dia, significa falta de sabedoria para escolher o tempo e o modo para se comunicar com ele.
 
Vejo que Oretha foi o pescoço de Kenneth E. Hagin, ao sustentar seus filhos na Palavra, sua casa em oração e com incentivos ao seu esposo, sabendo a hora certa de falar algo, contar um problema ou, simplesmente, ficar em silêncio.
 
Deus nos chamou para sermos cheias de sua graça e sabedoria para lidar com as mais diversas situações, inclusive com aquelas que nos vemos “sendo pai e mãe” ao mesmo tempo. Eu digo por experiência própria que é cansativo, sinto falta da presença do pai dos meus filhos, mas principalmente do meu parceiro e amigo. Entretanto, é tão maravilhoso viver as adversidades e situações que nem sempre eu queria viver, experimentando do socorro bem presente, do refrigério e da paz que excede todo entendimento!
 
Além de tudo isso, eu posso reafirmar a minha condição de nova criatura, lembrando-me de quem eu sou em Cristo, de que eu tenho autoridade no nome de Jesus e posso, pela minha fé, vencer toda e qualquer dificuldade que possa surgir, e isso é algo individual, ou seja deve ser independente da fé que o nosso marido tem.
 
Nem sempre é fácil passar os dias em um papel que não é o nosso, mas quando deito para dormir e vou agradecer a Deus pelo meu dia, eu fico comovida ao perceber, em cada detalhe, o cuidado, amparo, a instrução e graça de Deus. Sempre peço a Ele que eu tenha sabedoria e saiba me comunicar bem com o meu esposo, sabendo me expressar, falando a coisa certa, me calando no momento em que for necessário e que eu sempre lhe dê um amor sincero.
 
Vamos cumprir o nosso chamado como auxiliadoras em linha com o desejo de Deus e seremos sempre amparadas, amadas e bem sucedidas.
 
 
- Klycia Gaudard
 

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