Na intimidade conjugal não há lugar para o egoísmo

Na intimidade conjugal não há lugar para o egoísmo

Atualizado: Sexta-feira, 28 Março de 2014 as 3

sexualidadeÉ necessário que o casal esteja consciente da importância da intimidade conjugal sadia e harmônica. O ato conjugal não se resume às sensações físicas, é muito mais intenso, incluindo o mental, o emocional e o espiritual. Promove ainda maior bem-estar entre os cônjuges, alivia as tensões emocionais e faz bem para a saúde.
 
A utopia do amor romântico e a apelação do erotismo impregnado em nossa sociedade provocam decepção quando os cônjuges percebem que o casamento tem muito pouco da famosa "lua de mel". A verdade é que uma relação feliz não acontece por magia, ela é fruto de grande empenho e dedicação. É imprescindível que haja entrega total, verdadeiro compromisso entre os pares, o que equivale dizer que numa relação harmônica não há lugar para o egoísmo. Como o ato sexual é um importante componente no relacionamento do casal é interessante fazer algumas considerações:
 
1- Sexo, também, deve ser motivo de diálogo, afinal é indispensável que os cônjuges sejam claros um com o outro sobre como se sentem em relação a isso.
 
2- No momento de intimidade do casal, toda a sensualidade é permitida e só diz respeito aos dois, assim, somente eles podem definir o que gostam e como se sentem bem.
 
3- O ato sexual é um momento de prazer mútuo, não pode estar associado a nenhum tipo de imposição de uma das partes.
 
4- É fundamental que nessa entrega um queira satisfazer o outro, não negando a satisfação do desejo sexual do parceiro, desde que não o considere abusivo.
 
5- Existem situações que exigem maior compreensão do cônjuge, como quando a abstinência acontece por cansaço extremo ou enfermidade do parceiro.
 
6- Respeito às crenças e valores do cônjuge é fundamental. Nesse caso, é interessante observar o primeiro item.
 
7- Bom lembrar que a relação sexual não se inicia no ato e sim numa preparação diária com carinho e atenção.
 
A intimidade sexual do casal é o comprometimento do amor que une os cônjuges e se manifesta em ato. É, acima de tudo, o desejo de provocar felicidade e trocar energia benéfica. Sendo assim, não pode existir espaço para a manifestação do egoísmo.
 
Como explica a psicóloga Maria Eugênia Damaceno: “Numa relação saudável, há trocas: ambos dão e cedem, e isso acontece naturalmente. Se não for assim, a relação passa a ser de mão única. Então, posso dizer que não há relação”.
 
Um casal comprometido com o sentimento de amor e união do casamento busca conhecer seu cônjuge no sentido de satisfazer suas vontades e seus desejos mais íntimos.
 
 
- Suely Buriasco
 

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