Pais não devem subestimar a importância do brincar

Brincar está diretamente ligado ao desenvolvimento das crianças

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Atualizado: Terça-feira, 23 Setembro de 2014 as 2:50

criançaPode até não parecer, mas enquanto seu filho brinca, ele está aprendendo muitos conceitos e desenvolvendo habilidades que serão importantes durante todo o seu crescimento.

“Não podemos subestimar a importância do brincar. Os brinquedos exercem uma função fundamental na vida da criança pois, através deles, é possível exercitar o pensamento lógico e abstrato, a coordenação motora ou a noção de lateralidade, por exemplo”, explica Fausto Flor Carvalho, presidente do Departamento de Saúde Escolar da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Com a preocupação crescente dos pais em estimular o desenvolvimento dos filhos desde o berço, muitas empresas têm investido na criação dos chamados brinquedos educativos.

Como esclarece o especialista, brinquedo educativo ou pedagógico é todo aquele projetado com a finalidade de ensinar algo específico à criança. O objeto pode explorar sons, cores, texturas ou propor uma tarefa de raciocínio para resolver uma questão. Para Fausto, no entanto, qualquer peça ou atividade pode se tornar educativo.

“Os brinquedos educativos são desenvolvidos para auxiliar o desenvolvimento de uma fase específica, mas isto não significa que as brincadeiras tidas como comuns, como jogar bola, brincar com carrinhos e bonecas, devem ser descartadas. Nenhum brinquedo deixa de oferecer algum tipo de aprendizado; não há brinquedo deseducativo”, afirma.

É bom que a criança tenha sempre ao menos uma peça desenvolvida com fim específico para a sua faixa etária, mas o mais importante é promover a variedade na caixa de brinquedos.

“Os pais devem incentivar o brincar através de opções diferentes, que explorem mais de uma característica. E, acima de tudo, devem ter cuidado para não transformar o brincar em uma ditadura. Educar é necessário, mas o brinquedo deve também divertir”, ressalta.

Atenção na hora da compra

Ao adquirir um brinquedo, seja ele educativo ou tradicional, os pais devem primeiramente observar se o objeto foi analisado pelo Inmetro. “Esse cuidado é essencial, especialmente com brinquedos importados, pois eles nem sempre passam pela supervisão de órgãos nacionais e podem gerar acidentes fatais”, ressalta Fausto.

O segundo passo é tentar imaginar como a criança fará uso daquele brinquedo. “Existem peças que podem se soltar e ser levadas à boca? Alguma parte pode causar cortes e ferimentos? A orientação de idade do fabricante leva essas características em conta e deve ser respeitada”, alerta o especialista.

O pediatra fez questão de lembrar que nem sempre o brinquedo mais caro é o melhor. Por isso, vale a pena investir em bonecos e jogos simples, de madeira ou tecido, que sempre agradam os pequenos.

“Ao comprar o brinquedo, é importante saber que nem sempre o mais atrativo e mais caro é o mais divertido. As crianças preferem os objetos que podem oferecer interação. Assim, ela cria sua própria brincadeira. Cada um tem suas preferências, então é fundamental também identificar os gostos pessoais do filho”, comenta.

Adequados aos gostos

Edna de Paula, de 36 anos, aprendeu essa lição na prática. Quando o filho Victor, hoje com 6 anos, ainda tinha 1 ano, ela viajou aos Estados Unidos e investiu em dois grandes tapetes musicais com atividades de sons e cores. O menino, no entanto, preferia brincar com um boneco de pano feito pela avó materna.

“Os tapetes, que me custaram uma fortuna, praticamente não saíram da caixa. Depois disso, passei a respeitar mais os gostos dele. Hoje, continuo apostando em brinquedos educativos, mas não descarto os joguinhos eletrônicos e a boa e velha bola de futebol”, conta.

Paula Garcia, 42 anos, mãe de Ester, de 1 ano e 6 meses, também se preocupa com o que adquire para a filha. “Eu sempre converso com o pediatra e pesquiso muito na internet antes de levar um brinquedo para casa. Para mim, a segurança é o mais importante”, comenta.

Ela também avalia a capacidade de ensino que o brinquedo possui. “Prefiro que ela brinque com produtos que foram criados para estimular o desenvolvimento. O pediatra sempre diz que até o chocalho deve ser escolhido para aguçar as habilidades do bebê”, diz.

Paula leva as brincadeiras de Ester tão a sério que até já devolveu presentes que julgou inapropriados. “Na festa de 1 ano minha filha ganhou muitos presentes, entre eles uma boneca com movimentos e sons. O pediatra disse que ela era muito nova para esse tipo de brinquedo, então fui até a loja e troquei por um jogo de montar e desmontar com peças coloridas de madeira. Ela amou e brinca com ele todos os dias”, conta.

Procure sempre indicações

Como salienta Fausto, respeitar a fase da criança é essencial na escolha do brinquedo, especialmente os educativos.

“O brinquedo só alcança sua finalidade educativa se for entregue a uma criança da faixa etária a que ele se propõe. Uma criança de 1 ano, por exemplo, não vai conseguir resolver quebra-cabeças muito elaborados. Seria um desperdício”, exemplifica.


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