Psicopedagoga alerta sobre excesso de trabalho: “Separe tempo para sua família e igreja"

Vanessa Rezende faz um alerta para pessoas que são viciadas em trabalho e acabam se esquecendo da família e da igreja. O trabalho em excesso pode levar à solidão e depressão, segundo a profissional.

fonte: Guiame, com informações da Rede Super

Atualizado: Segunda-feira, 28 Novembro de 2016 as 2:58

Vanessa afirma que não é bom viver apenas para o trabalho, mas que devemos aprender a ter limites e prioridades. (Foto: Reprodução).
Vanessa afirma que não é bom viver apenas para o trabalho, mas que devemos aprender a ter limites e prioridades. (Foto: Reprodução).

Pessoas que trabalham demais podem desenvolver uma série de problemas emocionais, além de gerar conflitos familiares e até prejudicar outros relacionamentos como amizades e namoros. O assunto foi abordado pela psicopedagoga cristã Vanessa Rezende, em entrevista ao programa “De Tudo Um Pouco”, da emissora Rede Super.

A profissional da saúde ressalta que o “ativismo total” pode fazer mal a saúde. “No mundo em que nós vivemos, se a gente for acompanhar o ritmo da sociedade, a gente fica num ativismo total e isso traz um mal estar para nossa saúde. O que pode acontecer? Se você é uma pessoa workaholic, que só vive trabalhando, não para um minuto, se você não tomar cuidado, além de desenvolver uma série de problemas emocionais, você vai viver na solidão”, comenta.

Para Vanessa, até mesmo a depressão pode chegar por meio desse excesso de trabalho. “Você não vai ter um convívio social, não vai estar com a sua família. Além de ficar só, isso pode gerar uma angústia e depressão que é um problema na área emocional, uma 'compulsividade' na área do trabalho”, relatou.

“Você vai ter uma demanda também a nível espiritual, porque se você só fica trabalhando, que horas você vai ler a bíblia? Que horas você vai está só para falar com Deus? Mas, no seu corpo, você pode ter problemas cardíacos. Seu coração pode ficar acelerado. Aumenta muito a taxa de glicose no seu sangue. Por você se alimentar mal, você pode adquirir um problema de estômago, uma gastrite uma ulcera”, alertou.

A profissional observa que é importante que haja um equilíbrio entre o trabalho e outras atividades do dia a dia. “Nós precisamos ter uma vida em equilíbrio, e qualquer área da sua vida que fica desiquilibrada, vai desencadear uma série de problemas e eu espero que você não queria ser uma pessoa doente. A gente tem que ter saúde”, pontuou.

"Uma pessoa viciada no seu trabalho, ela é condicionada a depender só dela mesmo", diz Vanessa. (Foto: Reprodução)

Igreja e família em prioridade

Vanessa afirma que não é bom viver apenas para o trabalho, mas que devemos aprender a ter limites e prioridades para desenvolver outras áreas. “As pessoas não podem colocar sobre a minha vida algo que eu não aceito. Então, você tem que colocar limite em todas as áreas de sua vida e relacionamento. Se você aceitar um patrão que joga um trabalho em cima do outro, a culpa não é dele, porque muitas vezes a gente tem medo de se posicionar”, disse.

“Quando você ama, você consegue separar tempo para a sua família, para a igreja, para ter uma vida social, porque você gosta do seu trabalho. Agora, uma pessoa viciada no seu trabalho, ela é condicionada a depender só dela mesmo. Então, eu tenho que trabalhar muito, porque eu tenho que pagar minha casa, meu carro, pagar minha roupa. Então, se eu não trabalhar muito, eu não vou conseguir”, ressaltou.

E a preguiça?

“É claro que você não vai ser uma pessoa preguiçosa, que não vai trabalhar. A preguiça não deve fazer parte da minha vida e nem da sua. Mas, esse excesso de trabalho traz tanto prejuízo e a gente quer acreditar que se a gente não trabalhar muito, não vai conquistar as coisas  sendo que Deus que nos proporciona. Ele cuida de tudo, cuida de mim e de você. A sua força não está no seu trabalho”, salientou.

“Deus trás aquilo que você precisa. Ele supre todas as suas necessidades e Deus não tem compromisso com as nossas vaidades. Então, se você quer ter as suas necessidades supridas, Ele vai suprir”, argumentou.

Confira a entrevista na íntegra:

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