A Bíblia é suficiente para provar a ligação de judeus com sua terra, diz ministro de Israel

O ministro das Comunicações de Israel, Tzachi Hanegbi, disse durante um evento em Washington (EUA) que o direito de Israel sobre sobre suas terras já foi comprovado na Bíblia.

fonte: Guiame, com informações do Jerusalem Post

Atualizado: Quarta-feira, 29 Março de 2017 as 11:48

Judeus celebram no Monte do Templo. (Foto: The Times of Israel)
Judeus celebram no Monte do Templo. (Foto: The Times of Israel)

O direito de Israel sobre a Terra Santa vem da Bíblia, e não do Google, disse o ministro das Comunicações, Tzachi Hanegbi, em Washington, na última terça-feira (28), durante um evento realizado para apoiar os assentamentos da Cisjordânia nas fronteiras finais do Estado judeu.

"A defesa é importante e a segurança é importante, mas a coisa mais importante é a reivindicação moral de Israel. Estamos empenhados em seguir em frente com a vida em nossa terra antiga, terra que não nos foi dada pelo Google e Wikipedia, mas pela Bíblia", disse ele.

O evento no qual Hanegbi falou foi organizado pelo Conselho de Comunidades Judaicas da Judeia e Samaria para marcar o 50º aniversário da Guerra dos Seis Dias. O evento foi realizado propositalmente próximo à conferência de política anual do Comitê de Assuntos Públicos Americanos de Israel (AIPAC) para atrair os que estavam presentes ali.

Esta foi a primeira vez que o conselho realizou um evento em Washington, concomitantemente com a conferência do AIPAC para atingir especificamente seus participantes, como parte de seu crescente foco na solicitação de apoio da comunidade internacional (Estados Unidos e União Europeia) para seus assentamentos na Cisjordânia.

O ministro da Habitação e Construção, Yoav Galant (Kulanu), disse: "Para nós, Judeia e Samaria são Israel", acrescentando que o controle contínuo da Área C da Cisjordânia é existencialmente necessária para Israel.

"Não há maneira de que Israel possa existir sem o vale do Jordão e as montanhas de Samaria", disse ele. "É claro que é difícil ter uma Jerusalém forte sem [os assentamentos de] Givat Ze'ev, Ma'aleh Adumim e Gush Etzion e todos esses lugares".

A vice-ministra das Relações Exteriores, Tzipi Hotovely, disse que há três argumentos rápidos para colocar a Área C da Cisjordânia dentro das fronteiras de Israel e mencionou a vitória de Israel na Guerra dos Seis Dias.

"Foi uma guerra justa. É uma defesa justa. Mas o mais importante, foi baseado em uma reivindicação justa", assegurou. "Uma reivindicação justa do povo judeu em [as áreas bíblicas de] Beit El, Siquém, Jerusalém e Hebron".

"Deixe-me dizer uma coisa, se esses lugares não são judeus, quem pode me dizer que [as cidades modernas de] Herzliya, Rehovot, Rishon Lezion e Tel Aviv são de Israel", disse Hotovely. "Eu sempre digo que a ocupação é um mito, porque nunca ocupamos as terras de outras pessoas. Esta é a terra judaica [Judeia e Samaria]. Esta deve ser para sempre uma terra judaica sob a lei israelense".

Atualmente, a área C da Cisjordânia está fora dos limites da soberania de Israel, mas está sob o domínio militar e civil das Forças de Defesa Israelense. Os palestinos acreditam que ela é parte do seu futuro Estado.

O evento aconteceu enquanto o Governo Trump está em meio à tentativa de quebrar o impasse de três anos no processo de paz entre israelenses e palestinos.

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