Educação em Israel deve ser baseada no estudo da Bíblia, diz Netanyahu

O primeiro-ministro ressalta a importância implantar na educação de Israel o sionismo, baseado no estudo da Bíblia e no conhecimento do patrimônio judaico.

fonte: Guiame, com informações de The Jerusalem Post

Atualizado: Terça-feira, 30 Agosto de 2016 as 9:29

Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Comissão de Controle do Estado. (Foto: Marc Israel Sellem)
Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Comissão de Controle do Estado. (Foto: Marc Israel Sellem)

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que uma revolução na educação do país só pode acontecer se houver uma ênfase no estudo da Bíblia.

Sua declaração foi feita em uma reunião de gabinete realizada nesta terça-feira (30), dois dias antes do início do ano escolar israelense.

"Nosso objetivo é iniciar uma revolução na educação", disse Netanyahu. "Essa revolução será baseada em duas coisas: na excelência e no sionismo [nacionalismo judaico]".

O primeiro-ministro explica que a excelência visa permitir que todas as crianças percebam o seu potencial; e o sionismo, com base no estudo da Bíblia e no patrimônio judaico, é importante para que elas compreendam porquê os judeus estão em Israel.

"Primeiramente [devemos focar no] estudo da Bíblia, devemos fazer um grande esforço”, disse ele. “Este é o motivo pelo qual estamos aqui, pelo qual retornamos a este país, e pelo qual ficamos aqui."

Além disso, Netanyahu afirma que é importante ensinar aos alunos sobre a contribuição judaica para a civilização, bem como o conhecimento histórico geral.

"O conhecimento é uma palavra crítica. Queremos dar isso a cada criança em Israel — judeus e não-judeus, religiosos e seculares. Esta é a base do novo mundo, e a base de Israel como uma forte nação no mundo", disse ele.

Religião em Israel

De acordo com a pesquisa realizada em 2011 pelo Instituto Central de Estatísticas de Israel, 75,3% da população total do país é constituída por judeus (5.837.000). Fora estes, 20,5% são seguidores do Islã (1.587.000) e as demais religiões somam 4,2% da população (322.000 pessoas).

Diferentemente do que ocorre em outros países, os israelenses tendem a não se alinhar com um movimento de judaísmo, mas sim, a definir sua filiação religiosa por diferentes graus de prática religiosa.

Vinte e cinco por cento dos judeus israelenses se definem como "não-religiosos"; 42% como "seculares" (observando apenas as principais datas sagradas); 13% como "religiosos-tradicionalistas" (cumprindo apenas alguns mandamentos religiosos); 12% como "religiosos" (seguindo a maioria das leis e celebrando as datas religiosas) e 8% dos judeus israelenses se definiram como "haredim" (ortodoxos).

Além disso, 65% dos judeus de Israel declaram acreditar em Deus e outros 85% participam das celebrações anuais do Pessach (Páscoa judaica). No entanto, outras fontes indicam que entre 15% e 37% dos israelenses identificam-se como agnósticos ou ateus.

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