Engenheiros de Israel se preparam após ameaça de guerra química do Estado Islâmico

Meios de comunicação internacionais têm relatado que as células do Estado Islâmico tem implantado armas químicas na Síria e no Iraque.

fonte: Guiame, com informações do The Jerusalem Post

Atualizado: Quinta-feira, 7 Julho de 2016 as 10:54

A seção Samur da Yahalom, que se especializa em guerra subterrânea, se tornou uma unidade de brigada. (Foto: Reprodução).
A seção Samur da Yahalom, que se especializa em guerra subterrânea, se tornou uma unidade de brigada. (Foto: Reprodução).

A Yahalom, unidade de elite da Engenharia de Combate em Israel está acompanhando de perto o uso de armas químicas por organizações terroristas no Oriente Médio, tais como o Estado Islâmico e está se preparando para a possibilidade de combate a um possível ataque.

O Tenente-coronel Ohad Bachar é o comandante do centro de treinamento da Yahalom em Syrkin. Ele informou ao The Jerusalem Post que a unidade está observando cuidadosamente as ameaças de mudança em torno da região, antes de incorporá-las em programas de treinamento dentro de duas ou três semanas.

Meios de comunicação internacionais têm relatado que as células do Estado Islâmico tem implantado armas químicas na Síria e no Iraque. Ao mesmo tempo, a ameaça química tradicional – na frente de Israel - de mísseis balísticos com ogivas químicas, estava completa, mas desapareceu com o cumprimento do regime de Assad com uma demanda americana para acabar com o programa.

Com o Yahalom, a unidade secreta de Saifan é especializada em lidar com ameaças de armas químicas no campo de batalha. Bachar disse que "não é um segredo que as armas químicas estão sendo usadas em países próximos (no Iraque e na Síria).

“Nós ouvimos sobre isso no noticiário. Não é mais um tabu usá-las. Estamos olhando para o futuro. Precisamos fornecer uma solução para esta ameaça em um setor de combate, não na frente de casa", disse ele.

Os treinamentos para tais missões são "muito complexos, e tem importância estratégica", disse o comandante, se recusando a entrar em detalhes, além de dizer que "toda esta atividade está sob o nosso radar... Nós podemos fornecer qualquer solução", disse.

Enquanto isso, o Hamas e a Jihad Islâmica continuam a cavar redes de túneis em Gaza, e a Yahalom se tornou uma das poucas unidades militares para crescer substancialmente em tamanho, para enfrentar a ameaça subterrânea em constante mudança.

A seção Samur da Yahalom, que se especializa em guerra subterrânea, se tornou uma unidade de brigada. Anteriormente, Bachar disse que era uma unidade de nível “batalhão”.

"Estamos muito mais prontos para os desafios apresentados pelo inimigo", disse ele. "Nossas habilidades são muito melhores do que eram antes. Se estivéssemos em um certo estágio durante a operação “Borda de Proteção” - quando o IDF destruiu dezenas de túneis de fronteiras e muitos túneis de Gaza usados para transportar armas e agentes do Hamas – mas hoje estamos em um lugar diferente, em termos de habilidades para lidar com túneis", disse Bachar.

"No meio subterrâneo, você pode ver que a nossa capacidade de localizar e destruir túneis está além do que foi antes". Israel tem detectado e neutralizado túneis de fronteiras nos últimos meses, utilizando sistemas classificados.

veja também