Acolhido pela MAIS, refugiado sírio conta como foi ficar três meses como refém do Estado Islâmico

"Eu acordava com medo, dormia com medo. Às vezes eu não dormia achando que alguém ia me matar", relata o homem

fonte: Guiame, com informações do G1

Atualizado: Sexta-feira, 18 Setembro de 2015 as 12:23

Síria desolada
Síria desolada

Durante a guerra civil e os constantes conflitos na Síria, um homem ficou por três meses como refém do Estado Islâmico. Hoje ele vive como refugiado no Brasil.

"Não sei como foi. Eu acordava com medo, dormia com medo. Às vezes eu não dormia achando que alguém ia me matar”, conta ele que, diferente de muitos sírios, sonha em vontar ao seu país.

Desenho de sírio refugiadoEle saiu da Síria através do Líbano e hoje mora em uma casa da Missão em Apoio à Igreja Sofredora (MAIS), no Espírito Santo. Em seu quarto ele fez o desenho de uma lápis quebrado com a palavra Síria no meio, representando histórias interrompidas pelos conflitos.

Em entrevista ao G1, o sírio relata um pouco da vida no país. "Lá, a nossa vida, em geral, é muito perigosa por causa da guerra e por causa de coisas que estão acontecendo na Síria. Agora há muitos grupos de terroristas que matam cristãos. Minha casa foi toda destruída. O grupo de terroristas entrou no meu bairro e, de repente todos saíram, fugiram deles".

O homem, de 30 anos, falou sobre o drama de um dia estar em casa e no outro há não ter mais casa. Ele também revelou o desejo de trazer os país para o Brasil enquanto a situação permanece perigosa na Síria.

A MAIS já acolheu mais de 150 refugiados sírios desde 2013. A partir do momento que essas pessoas chegam à base da MAIS, ela se responsabiliza por todos os cuidados, inclusive no auxílio para os documentos necessários para morar no Brasil.

Em vídeo gravado ao G1, o pastor Igor Adrian, da MAIS, falou sobre a necessidade desses refugiados. "Essas pessoas estão fugindo não porque querem uma opção melhor de vida, não é porque são pobres, é porque estão sendo expulsas de suas casas".

"Tem milhões sofrendo. Dos milhões, conseguimos ajudar 150 e queremos fazer mais. Se cada pessoa, cada grupo, se mobilizasse para ajudar uma família, seria bom demais", afirmou o pastor.

Para conhecer melhor o trabalho da MAIS, acesse www.maisnomundo.org

 

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