Após terremoto, missionária ensina artesanato a sobreviventes que perderam casa e emprego

A catástrofe resultou em 650 mortos e por isso, Joseane tem executado um projeto em que ensina artesanato para desabrigados e desempregados.

fonte: Guiame, com informações da Rede Super

Atualizado: Quarta-feira, 13 Julho de 2016 as 5:06

Ela tem o objetivo de ajudar os desabrigados a gerarem renda para que consigam sair da vida e do lugar onde estão. (Foto: Arquivo JMM).
Ela tem o objetivo de ajudar os desabrigados a gerarem renda para que consigam sair da vida e do lugar onde estão. (Foto: Arquivo JMM).

A missionária, Joseane Lima que também é artesã, tem usado sua habilidade para ensinar a outras pessoas como fazer suas próprias peças. Atuante na cidade de Manta, no Equador, ela tem levado esperança a muitas famílias que vivem na região. O motivo desse trabalho surgiu em abril de 2016, quando ela retornou ao país depois de um dos terremotos mais violentos que os equatorianos já enfrentaram.

A catástrofe resultou em 650 mortos e por isso, Joseane tem executado um projeto em que ensina artesanato para desabrigados e desempregados. O maior abrigo montado no Equador para receber as vítimas do terremoto virou espaço para aprendizado: a pista do Aeroporto de Portoviejo.

Segundo a missionária, são mais de mil pessoas no local. “Tem sido uma bênção, mas também muito preocupante pela ausência de igrejas evangélicas. São mais de mil pessoas em um só lugar. Viúvas, deficientes físicos, crianças, mulheres grávidas, classes média e baixa, todas na mesma condição: sem casa e sem trabalho, porque o centro financeiro e comercial das três cidades mais afetadas colapsou com tudo o que essas pessoas tinham investido”, relata.

Melhoria de vida

Ela tem o objetivo de ajudar os desabrigados a gerarem renda para que consigam sair da vida e do lugar onde estão compartilhando os conhecimentos sobre artesanato. Os encontros sempre começam com um momento de leitura bíblica e oração. Em meio a materiais recicláveis como latinhas de atum e caixas de leite, Joseane empresta os ouvidos aos desabafos dos sobreviventes.

As pessoas que conseguiram sair vivas do terremoto viveram o terror de presenciar a catástrofe classificada como a “pior tragédia” no Equador desde um tremor em 1949, que deixou pelo menos 6 mil mortos. “Alguns estão emocionalmente afetados, outros sofrem crises e surtos psicóticos, sendo atendidos por órgãos de saúde do governo, da ONU e do Unicef”, conta. “Vejo crianças e adolescentes que perderam a referência de um lar, a educação ficou comprometida, inclusive o ano letivo, que será retomado só agora em julho”.

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