Caso Acteal: Mais três cristãos são libertados da prisão

Lorenzo Ruiz Vasquez, Alfredo Hernandez Ruiz e José Ruiz Guzman foram declarados inocentes pelo Supremo Tribunal Federal na Cidade do México

fonte: guiame.com.br

Atualizado: Terça-feira, 18 Novembro de 2014 as 10:29

prisão no MéxicoDepois de dezessete anos presos, os homens acusados falsamente de assassinarem 45 pessoas, no massacre de Actel, no México, foram libertados.

Cerca de 30 cristãos foram presos, mas quase todos já foram soltos. Recentemente, Lorenzo Ruiz Vasquez, Alfredo Hernandez Ruiz e José Ruiz Guzman foram declarados inocentes pelo Supremo Tribunal Federal na Cidade do México.

A Portas Abertas tem acompanhado o caso e dado apoio às famílias ao longo dos anos. "Vocês são o povo de Deus e trabalham compartilhando o amor dele", compartilhou Juan, o filho mais velho de Antonio, sobre a atuação da Portas Abertas no caso de seu pai e de outros cristãos.

Os prisioneiros de Acteal são proibidos de voltar à sua cidade natal para evitar conflitos, mas o governo forneceu uma terra a eles e recurso para construir novas casas.

Antonio compartilhou que o maior desejo dos prisioneiros libertados é construir uma igreja na terra que lhes foi dada.

Entenda o caso

O massacre de Acteal ocorreu em 22 de dezembro de 1997, no qual 45 pessoas, que estavam reunidas em uma igreja, foram mortas, incluindo 21 mulheres e 15 crianças. Os assassinatos, desencadeados por um conflito local entre membros do Partido Revolucionário Institucional, no poder, e apoiadores dos rebeldes zapatistas, resultaram na prisão de 98 homens.

No entanto, as prisões foram feitas em resposta ao ultraje internacional de inação do governo; e a maioria dos condenados eram camponeses inocentes que haviam sido falsamente acusados das mortes.

30 dos detidos eram cristãos. Mesmo vivendo sob tais circunstâncias, estes homens compartilharam o evangelho com seus companheiros de prisão, e a maioria dos 98 homens tomou a decisão de seguir a Cristo durante a sua prisão. "Eu sempre soube que o Senhor me usaria dentro da prisão para cuidar de suas ovelhas", compartilhou Antonio Perez, um prisioneiro que era pastor em Acteal antes de ser preso.

Em 2002, a Portas Abertas tornou-se indiretamente envolvida com o caso, incentivando as famílias dos presos a permanecerem firmes, contribuindo para o custo da sua defesa jurídica, e mobilizando irmãos ao redor do mundo em oração.


com informações da Portas Abertas

 

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