Copa do Mundo: oportunidades e cuidados

A solidariedade, a ajuda ao próximo, a bondade cristã, podem causar mais barulho do que a ola das torcidas ou o barulho do apito de um árbitro que comanda a partida de futebol

fonte: guiame.com.br

Atualizado: Segunda-feira, 9 Junho de 2014 as 2:56

bandeira do BrasilO dia 12 de junho marca o início de um dos maiores eventos do planeta, a Copa do Mundo de Futebol. Em 2014, o Brasil é o palco dessa gigantesca programação que movimenta bilhões de dólares em investimentos e lucro para uma série de empresas e organizações e capta os olhares de muita gente em todos os continentes.

Mas e os cristãos? Qual seria a reação mais correta levando em conta a Bíblia como referência? Para mim, fica claro que um evento desse porte tem duas faces: as oportunidades e os cuidados.

Vamos aos cuidados primeiramente. E tudo vem a partir do princípio bíblico. Não é invenção humana, mas coerência com o livro que os próprios cristãos chamam de sagrado.

Em Filipenses 4:8, há uma lista do que realmente deveria ser considerado bom na vida. O texto diz: “Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo excelente ou digo de louvor, pensem nessas coisas”.

Com base nessas orientações, frequentar estádios de futebol provavelmente não seja algo que se encaixe nesse aconselhamento bíblico. Fora poucas e cada vez mais raras exceções, nos estádios há risco real de violência descontrolada, uso de bebida alcoólica sem muita restrição e ambiente propício para devoção a um espetáculo com totais interesses financeiros apenas (para quem o organiza). Não é o melhor lugar para uma família cristã estar.

Ao mesmo tempo, é necessário não confundir isso com a prática do exercício e de uma eventual partida de futebol entre amigos para recreação e promoção da saúde.

Cada um é livre para fazer o que deseja, mas precisa saber quais as implicações espirituais de suas decisões. O princípio envolvido aqui é fazer ou não a vontade divina, seguir aquilo que Ele deseja e não nós. No Salmos 143:10, o salmista aconselha dizendo: “Ensina-me Senhor a fazer Tua vontade, pois Tu és meu Deus”.

Oportunidades

Por outro lado, os cristãos não podem se alienar das oportunidades que surgem com um evento dessa magnitude. Já que os olhares estão todos voltados para o campeonato, é inteligente tirar vantagem disso. E tudo tem a ver com a prioridade do cristão segundo a Bíblia: cumprir com a missão de dar visibilidade aos ensinos divinos.

Mas eu me refiro a ensinos práticos da Palavra de Deus. Não teoria da qual a sociedade já está farta. Discursos vazios sobre amor ao próximo e serviço não impressionam mais a maioria das pessoas. Pode ser que funcionasse em um passado distante, mas hoje a lógica é do fazer de verdade.

Hora adequada é agora para jovens e adultos saírem dos templos e das casas para mostrar cristianismo prático. Doação de sangue, acolhimento de pessoas que visitam o país durante os jogos, orientação a turistas, entrega de livros, abraços, entrega de água, enfim, tem tanta coisa que pode ser explorada. Mas o que deve nortear tudo isso é o amor genuíno pelas pessoas.

Embora não precisem gritar dentro dos estádios e nem se envolver com o frenesi típico desses ambientes, os cristãos podem fazer um abalo do lado de fora que vai ecoar alto lá dentro.

A solidariedade, a ajuda ao próximo, a bondade cristã, podem causar mais barulho do que a ola das torcidas ou o barulho do apito de um árbitro que comanda a partida de futebol.

Talvez o grupo do lado de fora seja menor se comparado com os que ocupam as cadeiras dos monumentos esportivos, mas nem por isso pode silenciar diante da sua missão. Perto ou longe dos estádios, no idioma local ou nas línguas dos visitantes, os cristãos têm na Copa uma chance incrível de falar da partida que já foi ganha por Jesus Cristo, que é universalmente mais relevante!


- Felipe Lemos
via http://noticias.adventistas.org/

 

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