Coreia do Norte admite campos de concentração, mas camufla objetivo e procedimentos

Estima-se que de 50 a 70 mil cristãos sofram diariamente nos vários campos de trabalho forçado espalhados pelo país

fonte: guiame.com.br

Atualizado: Sexta-feira, 10 Outubro de 2014 as 3:18

Coreia do Norte_campo de concentraçãoUm oficial do Ministério do Exterior e representante de Pyongyang na ONU negou que o governo da Coreia do Norte tenha campos de prisioneiros, mas sim 'centros de trabalho para reformar' detidos.

Nesse local as pessoas "verificam a sua ideologia e refletem sobre seus atos imorais", de acordo com o que disse o oficial.

A declaração desse oficial foi a única resposta do governo até agora depois da elaboração de um relatório pela ONU com denúncias de execuções, torturas e desaparecimentos no país.

O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas constatou violações "sérias, generalizadas e sistemáticas" na Coreia do Norte e documentou a crueldade a que foram submetidos mais de 24 milhões de pessoas.

Algumas imagens capturadas via satélite mostram grandes extensões de terra, conhecidas como 'Zonas de Controle', locais onde milhares de pessoas estariam presas por motivos políticos ou ideológicos.

Os campos de concentração na Coreia do Norte são um dos maiores mistérios do sistema repressivo do país. Criados por volta de 1960, o campos existem até hoje e estima-se que mantêm de 120 a 200 mil pessoas. Dessas, estima-se que de 50 a 70 mil cristãos sofram diariamente nos vários campos de trabalho forçado espalhados pelo país.

Através dos depoimentos de pessoas que se arriscaram e conseguiram escapar de algum desses campos, é possível afirmar que tortura física e psicológica, testes de armas químicas nos internos e trabalho forçado são comuns lá dentro.

Pelo 12º ano consecutivo, a Coreia do Norte é o local onde a perseguição cristã é mais extrema. A adoração ao líder Kim Jong-Un e seus antecessores não deixa espaço para nenhuma outra religião.


com informações da Portas Abertas

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