Crianças são proibidas de ir à igreja e têm seus pais ameaçados na China

A igreja 'Huaqiu' também foi impedida de realizar seus cultos dominicais durante as últimas duas semanas. Os pais que têm levado seus filhos à igreja podem ser processados pelo Partido Comunista da China.

fonte: Guiame, com informações do Christian Today

Atualizado: Sábado, 16 Julho de 2016 as 10:50

A legislação chinesa proíbe que menores de 18 anos recebam qualquer educação religiosa. (Foto: LiveMint)
A legislação chinesa proíbe que menores de 18 anos recebam qualquer educação religiosa. (Foto: LiveMint)

Os membros de igrejas da China estão correndo o risco de serem processados e seus filhos, impedidos de irem à faculdade, segundo informou a organização norte-americana 'China Aid', que coleta informações sobre perseguição religiosa.

De acordo com a 'China Aid', os pais que frequentam a igreja 'Huaqiu' - uma congregação doméstica na província central de Guizhou - foram informados de que se eles continuarem a levar seus filhos à igreja, as crianças não seriam autorizadas a ingressar na faculdade ou uma academia militar anos depois.

Além disso, qualquer um que levar um menor de idade à igreja será processado.

O líder da igreja Huaqiu, nomeado apenas como 'Mou' disse que um aviso detalhando com estas regras foi enviado a todas as escolas da cidade local.

"Eles pretendem nos 'purificar' e nos pedir que nos filiemos à Igreja das Três Autonomias [igreja aprovada pelo Partido Comunista da China]", explicou.

A igreja também foi impedida de realizar seus cultos dominicais durante as últimas duas semanas. "[A igreja] Huaqiu transformou-se em um lugar escuro", disse Mou.

A 'China Aid' disse que a legislação chinesa proíbe que menores de 18 anos recebam qualquer educação religiosa e também não permite que as crianças frequentem igrejas - mesmo que estas comunidades cristãs tenham sido aprovadas pelo Partido Comunista.

O governo chinês tem adotado uma linha dura crescente contra as religiões - de maneira particular contra o cristianismo, que está experimentando um crescimento dramático no país.

Sob ordem do Partido Comunista, mais de 1.500 igrejas já foram demolidas ou tiveram cruzes removidas de seus templos na província de Zhejiang, ao longo dos últimos três anos. Pastores que se opuseram às ações do governo e advogados que defenderam essas igrejas foram presos sob acusações forjadas pelas autoridades chinesas.

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