Cristã indiana é indenizada em mais de 280 mil dólares, após ser mantida como escrava na casa de hindus

A família dos Chandoks fez a cristã Permila Tirkey trabalhar 18 horas por dia e só lhe pagaram o equivalente a 0,17 de dólar por seu serviço.

fonte: Guiame, com informações do Christian Today

Atualizado: Quinta-feira, 24 Setembro de 2015 as 9:20

Tribunal
Tribunal

Uma cristã indiana recebeu uma indenização de 184 mil libras - o que equivale a cerca de 280 mil dólares - como compensação pelos maus tratos que sofreu na casa de um casal hindu, na Grã-Bretanha, onde trabalhou durante anos.
 
Permila Tirkey nasceu em Bihar, um dos estados mais pobres da Índia. Ainda em seu país de origem, começou a trabalhar para o casal Ajay e Pooja Chandok, que posteriormente a levou para a Grã-Bretanha, onde trabalhou para eles, em condições semelhantes a de escravidão.
 
Os Chandoks fizeram Tirkey trabalhar 18 horas por dia e só lhe pagaram o equivalente a 0,17 de dólar por seu serviço.
 
De acordo com 'Christian Today', os Chandoks também probiram a moça de levar sua Bíblia para a Grã-Bretanha, a fizeram dormir em um colchão no chão, e não permitiram que ela entrasse em contato com sua família.
 
Tirkey suportou estas condições por quatro anos e meio, até que um tribunal do trabalho entender que ela foi vítima de assédio ilegal e discriminação religiosa indireta. A remuneração que recebeu foi equivalente ao pagamento total que os donos da casa deveriam dar à moça durante este tempo de trabalho, considerando o salário mínimo.
 
O tribunal afirmou que os Chandoks "queriam alguém que fosse não apenas um empregado, mas sim um escravo; que não estaria consciente dos direitos de emprego do Reino Unido e que eles pudessem tratar no Reino Unido da forma como o pai [da Sra Chandok] tratava seus funcionários na Índia".
 
Tirkey diz que ela está aliviada por estar livre do trabalho escravo e espera que os outros venham a ouvir sua história e não sejam vítima de empregadores como os Chandoks.

"Quero que o público saiba o que aconteceu comigo uma vez que isto não deve acontecer com qualquer outra pessoa", Tirkey afirmou. "O estresse e a ansiedade que esse tipo de coisa cria para uma pessoa pode destruir qualquer um. Eu não era capaz de sorrir porque minha vida tinha sido destruída. Agora eu sou capaz de sorrir novamente. Agora eu estou livre".

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