Cristã relata sobre dias no cativeiro: "Vi o cumprimento de muitas coisas que li na Bíblia"

Pela primeira vez, ela conseguiu falar sobre as cinco semanas que permaneceu em cativeiro, onde foi forçada a um casamento, obrigada a assistir a vários assassinatos e submetida às exigências dos seus captores para seguir o islã.

fonte: Guiame, com informações de Portas Abertas

Atualizado: Segunda-feira, 28 Dezembro de 2015 as 4:42

Mulher resgatada do Boko Haram alimenta um de seus filhos no campo de refugiados, na Nigéria. (Foto: Reuters/Afolabi Sotunde)
Mulher resgatada do Boko Haram alimenta um de seus filhos no campo de refugiados, na Nigéria. (Foto: Reuters/Afolabi Sotunde)

"Todo mundo na cidade correu para se salvar. Meu pai e eu fomos separados. Eu não sei o que aconteceu com ele. Eu acho que ele morreu da mesma maneira que muitos outros morreram, porque eles se recusaram a negar a Cristo. Eu e outras quatro mulheres fomos levadas sob ameaças de espancamento, caso não obedecêssemos às ordens", relata a jovem.

"Meu primeiro dia foi um inferno, eu chorava muito, mas também orava pedindo a Deus para me dar coragem. Fomos interrogadas, eles nos convidaram a nos tornar muçulmanas. As mulheres aceitaram imediatamente e se casaram com membros do Boko Haram", disse ela.

"Eu implorei dizendo ser cristã, então apanhei muito e me forçaram a casar com um deles. Participei de ensinamentos islâmicos e orações. Também fui torturada. Vi muitos cristãos sendo mortos, mas não negaram a sua fé. Posso dizer que vi o cumprimento de muitas coisas que li na Bíblia", conta.

"Graças a Deus fui resgatada após uma campanha do governo e mesmo vivendo entre ruínas agora, sou grata a Jesus porque estar viva e livre", conclui a cristã.

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