Cristão é preso após imprimir materiais evangelísticos na China

Li Hongmin foi detido por funcionários do Partido Comunista e posteriormente, seus familiares foram enganados pelos oficiais, com relação ao tempo que o cristão ficaria preso. A família acabou pagando uma taxa prisional para a polícia em vão.

fonte: Guiame, com informações do Christian Today

Atualizado: Quinta-feira, 23 Junho de 2016 as 11:25

Li Hongmin foi detido por funcionários do governo no dia 6 de junho, em Guangzhou, de acordo com a missão internacional China Aid. (Foto: Reuters)
Li Hongmin foi detido por funcionários do governo no dia 6 de junho, em Guangzhou, de acordo com a missão internacional China Aid. (Foto: Reuters)

Um cristão chinês foi preso depois de ter impresso materiais para a sua igreja doméstica.

Li Hongmin foi detido por funcionários do governo no dia 6 de junho, em Guangzhou, de acordo com a missão internacional China Aid.

Seu telefone e outros pertences foram confiscados e ele foi acusado de atuar em "operações comerciais ilegais" na capital do sul da província de Guangdong, na China.

Enquanto era detido, Li foi avisado que ele teria permissão para voltar para casa depois de duas horas. Mas ele não foi liberado e várias horas depois, policiais retornaram à sua casa e disseram à sua esposa que Li precisava de seu telefone, enganando-a para que ela entregasse o aparelho às autoridades.

A esposa de Li ainda foi obrigada a pagar taxas de detenção depois que ela foi informada que seu marido só ficaria detido por uma semana.

Um cristão local explicou o caso para a 'China Aid': "Esses policiais voltaram para a casa dele e disseram [à sua esposa] que o marido precisava de um telefone celular e foi assim que eles tiveram acesso ao telefone de Li. Depois os oficiais voltaram naquela noite para recolher o restante de suas coisas".

"Eles mentiram e disseram que Li só ficaria detido por sete dias, enganando seus familiares e levando-os a pagar uma taxa ao centro de detenção".

Mais tarde naquela noite, os policiais voltaram e ocuparam a casa pelo resto da noite. A esposa de Li insistiu que os documentos impressos por ele não eram ofensivos.

"Os materiais que impressos não não tinha qualquer ofensa", ela disse ao China Aid. "Eles não se opunham ao Partido Comunista de forma alguma. Pelo contrário, eles ensinavam às pessoas, a importância de ajudar os outros a amar seus compatriotas, sua casa e seu país".

A prisão é parte de uma ofensiva mais ampla contra os cristãos por parte dos autoridades chinesas. Recentemente, cristãos foram obrigados a abandonar as reuniões de oração em Handen, no início de junho depois que a polícia alegou que eles não tinham permissão para realizar encontros.

veja também