Cristão egípcio não resiste às torturas e volta ao islamismo; Portas Abertas pede orações

Mohamed Hegazy se converteu ao cristianismo em 2007, mas após anos de perseguição e torturas no Egito, comunicou que está voltando ao islamismo.

fonte: Guiame, com informações do Gospel Herald

Atualizado: Sexta-feira, 26 Agosto de 2016 as 11:39

Mohamed Hegazy chegou a se converter ao cristianismo, mas após anos de tortura e perseguições, anunciou que voltou ao islã. (Foto: Copts United)
Mohamed Hegazy chegou a se converter ao cristianismo, mas após anos de tortura e perseguições, anunciou que voltou ao islã. (Foto: Copts United)

A organização cristã internacional Portas Abertas está pedindo orações por um egípcio, que, depois de sofrer abuso extremo nas mãos do governo de seu país, não resistiu à pressão constante dos oficiais e deixou de ser cristão para voltar ao islamismo.

A Portas Abertas é uma organização que apoia cristãos perseguidos em todo o mundo, com base em mais de 60 países e contou a história de Mohamed Hegazy, que, em 2007, se converteu do islamismo para o cristianismo e chegou mudar o seu nome por isso.

No entanto, sua decisão de seguir a Cristo também lhe expôs a anos de perseguição religiosa em seu país, incluindo a tortura brutal na prisão. Em 2013, Hegazy foi preso, alegadamente por incitar a atividade sectária, e em junho deste ano, ele seria finalmente liberto pelo fato das acusações contra ele serem falsas ou já terem expirado.

No entanto, o processo real garantiu que ele ainda não era realmente um homem livre e em julho, Hegazy anunciou que ele não conseguia mais suportar a perseguição e declarou publicamente o seu retorno ao islamismo.

Emily Fuentes, da Portas Abertas disse ao site da agência 'Mission Network News', que não está claro se o retorno de Hegazy ao islamismo foi forçado.

"Houve casos como este antes em outros países, onde alguém pode fazer isso apenas para fugir da situação, ou simplesmente para acalmar as coisas, mesmo que eles ainda acreditem em Cristo e tenham que viver como 'crentes secretos", disse ela.

De qualquer maneira, Fuentes disse que é da maior importância que os crentes em todo o mundo se unam em oração por Hegazy.

"Sabemos que é vital estarmos orando por este homem, especialmente porque ele passou por muita coisa", disse ela.


Perseguição religiosa
Os cristãos, que compõem cerca de 10 por cento da população de mais de 90 milhões de habitantes do Egito, há muito tempo se queixam de discriminação no país, qu é predominantemente muçulmano.

O Egito está na 22ª posição da Lista elaborada anualmente pela Portas Abertas, que cita os 50 países onde os cristãos enfrentam mais perseguição e violência por motivos religiosos.

Em maio deste ano (2016), uma senhora de 70 anos de idade foi despida, espancada e insultada em público pela multidão no meio da rua, de uma cidade do sul do Egito. Extremistas religiosos acusavam o filho dela de - um cristão - de ter tido um caso com uma muçulmana casada.

Ela foi, em seguida, forçada a caminhar nua pelas ruas enquanto a multidão muçulmana entoava gritos, como "Allahu Akbar" ou "Alá é grande".

Em junho (2016), um grupo de muçulmanos - também do sul do Egito - esfaqueou um cristão copta até a morte por causa de uma questão pessoal. As famílias de dois padres também foram atacadas com facas e bastões na ocasião.

Em julho, um grupo de muçulmanos atacou e incendiiou casas de cristãos na aldeia de Abu-Yacoub, também em Minya, seguindo um boato de que um cristão estava transformando um jardim de infância em uma igreja. As forças de segurança prenderam pelo menos 14 pessoas.
Em outra aldeia de Minya, Kom al-Lufi, um grupo de extremistas também atacou e incendiou casas de cristãos, após um rumor semelhante, de que eles estariam transformando uma de suas casas em um templo cristão.

veja também