Cristãos são ameaçados por grupo supostamente ligado ao Estado Islâmico em Israel

Em folhetos distribuídos por extremistas islâmicos em Jerusalém, a 'ordem' seria que cristãos saíssem da cidade até o final do Ramadã - período de 30 dias, do calendário islâmico, durante o qual os muçulmanos devem jejuar do levantar ao pôr do sol.

fonte: Guiame, com informações do Christian Today

Atualizado: Terça-feira, 30 Junho de 2015 as 1:54

O Estado Islâmico ameaçou matar cristãos em Jerusalém, a menos que estes saiam da cidade até o fim do Ramadã - período de 30 dias, do calendário islâmico, durante o qual os muçulmanos devem jejuar do levantar ao pôr do sol.

Folhetos que trazem estampada a bandeira negra notória do Estado Islâmico foram distribuídos em Jerusalém por um grupo que se autodenomina "O Estado Islâmico - 'Emirate of Bayt al-Maqdis' ['a Cidade Santa, ou seja, Jerusalém']", segundo relatos do 'Jerusalem Post'.

Os folhetos ameaçam a todos os que "colaboram com os sionistas" e convocam os muçulmanos a ajudar a identificá-los.

"Aqueles que trabalham com os sionistas também incentivam os muçulmanos a abandonar sua religião e tornam-se mais secularistas e abertos, espalhando assim o mal... Eles levam esses muçulmanos para longe de nós... Nós sabemos onde eles estão, mas precisamos de ajuda para encontra-los todos", dizia parte do texto.

Os folhetos prometem que os 'soldados leais' ao Estado islâmico 'vão trabalhar para matar essas pessoas e limpar este país e o bairro muçulmano, eliminando cristãos durante este santo do Ramadã'.

"Então, nós dizemos a nossos cristãos e os não-crentes: 'Vão embora agora ou vocês serão mortos quando o Ramadã estiver perto do fim. E vocês vão ser abatidos como ovelhas. Um mês é o suficiente para irem embora", acrescenta o grupo.

Um repórter do Canal 10 da TV israelense disse que o incidente é 'um lembrete claro de que o Estado Islâmico não age apenas na fronteira com o Iraque, ele também está se aproximando de Israel e de territórios como a faixa de Gaza, além das áreas de árabes israelenses'.

No entanto, a autenticidade dos folhetos não foi verificada. Uma fonte locacl disse ao 'Israel Today': "pode ​​ser simplesmente uma tentativa de intimidar os cristãos locais. Eu não temo que tenhamos isto aqui em Israel, eu não acho que Israel permitirá isto".

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