Cuba reprimiu mais de 1.600 igrejas entre janeiro e julho, afirma ONG

Dentre os casos de violação da liberdade religiosa, foram registradas demolições e confiscos de igrejas, além da detenção arbitrária de alguns líderes.

fonte: Guiame, com informações de Christian Today

Atualizado: Terça-feira, 16 Agosto de 2016 as 5:34

Mais de 1.600 igrejas foram alvo de perseguição religiosa por parte das autoridades. (Foto: International Mission Board)
Mais de 1.600 igrejas foram alvo de perseguição religiosa por parte das autoridades. (Foto: International Mission Board)

Entre janeiro e julho de 2016, mais de 1.600 igrejas foram alvo de perseguição religiosa por parte das autoridades de Cuba, de acordo com a organização Christian Solidarity Worldwide (CSW).

Dentre os casos de violação da liberdade religiosa, a entidade registrou a demolição e confisco de igrejas, destruição de propriedades pertencentes às congregações e detenção arbitrária de alguns líderes.

Em março deste ano, o Rev. Mario Felix Lleonart Barroso, pastor e militante da liberdade religiosa, foi detido poucas horas antes da chegada do presidente Barack Obama ao país.

No último ano, líderes cristãos vem levantando preocupações sobre o tratamento do governo aos grupos religiosos. Muitos pastores tiveram seus pertences pessoais confiscados e mais de mil igrejas ainda são considerados "ilegais" em Cuba.

A CSW acusa o governo cubano de atacar as propriedades das igrejas "para apertar o controle sobre as atividades e a composição dos grupos religiosos e, assim, eliminar o potencial de qualquer agitação social."

No relatório anual sobre liberdade religiosa, publicado na semana passada, o Departamento de Estado dos EUA apontou que o governo cubano "monitora grupos religiosos" e "continua controlando a maioria dos aspectos da vida religiosa".

"O governo persegue, detém e restringe as figuras religiosas sinceras, especialmente aquelas que discutem os direitos humanos ou colaboram com grupos de direitos humanos independentes", disse o relatório.

"Muitos líderes religiosos atestam que são censurados no conteúdo de suas pregações durante os cultos. Alguns evitam fazer críticas diretas ou indiretas contra o governo por temerem represálias, como medidas que possam limitar o crescimento de seus grupos religiosos ", continua o documento.

"Continuamos desapontados com as promessas não cumpridas de uma reforma por parte do governo cubano. Apelamos à comunidade internacional e, em particular, ao Reino Unido, à União Europeia e ao governo dos Estados Unidos para pressionar o governo cubano e deter essas ações repressivas”, disse o chefe executivo da CSW, Mervyn Thomas.

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