Depois de sequestrar 20 cristãos egípcios e publicar fotos, Estado Islâmico ameaça matá-los

“O ISIS vai decapitar os homens cristãos sequestrados muito em breve, a menos que haja uma intervenção de Deus", disse o presidente da Organização Internacional para Liberdade Cristã.

fonte: Guiame, com informações de The Christian Post

Atualizado: Sexta-feira, 23 Janeiro de 2015 as 4:08

 

Vinte homens cristãos egípcios estão enfrentando ameaça de morte, depois de terem sido sequestrados na Líbia por militantes extremistas associados com o Estado Islâmico. 

Ainda que o grupo terrorista tenha divulgado fotos que provam que os cativos estão vivos, o presidente da Organização Internacional para Liberdade Cristã, Jim Jacobson, afirma ter quase certeza que os 20 cristãos serão mortos, por causa da brutalidade que militantes do ISIS têm mostrado nos milhares de execuções que realizaram no Iraque e na Síria.

"O nosso colega de trabalho local acredita que o ISIS vai decapitar os homens cristãos sequestrados muito em breve, a menos que haja uma intervenção de Deus", disse Jacobson.

Jacobson explicou ainda que a publicação de fotos dos reféns faz parte do movimento de publicidade do ISIS, que divulga as fotos em seus sites e mídias sociais antes de executá-los, se o resgate não for cumprido. “As fotos foram apenas o último passo antes de uma execução brutal."

O ISIS tem sido conhecido por publicar fotos que reivindicam o resgate de reféns, seja com governos ou membros da família. No ano passado, o ISIS recebeu entre 35 e 45 milhões de dólares americanos para pagamentos de resgate. No entanto, se os resgates não são feitos dentro do prazo, os reféns são geralmente mortos, de acordo com um especialista em terrorismo das Nações Unidas.

Jacobson explicou que os cristãos sequestrados estavam trabalhando na Líbia para escapar da perseguição de extremistas muçulmanos no Egito. Além disso, o Egito tem discriminado cristãos para entrarem no mercado de trabalho.

"Estamos testemunhando um aumento da perseguição contra os cristãos no Egito", disse o ativista cristão Magdy Malik. "Eu temo pela vida desses cristãos."

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