"É preciso orar por um levante semelhante ao da Antioquia em Atos 13"

"É preciso orar por um levante semelhante ao da Antioquia em Atos 13"

Atualizado: Sexta-feira, 28 Março de 2014 as 9

Povose LínguasAriovaldo Ramos (Visão Mundial), Ronaldo Lidório (Instituto Antropos), Cassiano Luz (SEPAL) e Márcio Valadão (Igreja Batista da Lagoinha) são alguns dos preletores confirmados na Conferência Interdenominacional Povos e Línguas 'Por um Brasil Missionário'.
 
A conferência será realizada na Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte-MG, nos dias 5 e de abril.
 
Aumentar o número de envio de missionários e do investimento em missões é o alvo da equipe do evento.
 
Em entrevista a Ultimato, Breno Vieitas, da equipe mobilizadora da conferência, esclarece os objetivos do movimento e de como a Igreja pode alcançá-los. Confira:
 
Qual o objetivo do “Povos e Línguas”? É um movimento? ou institucional? Ou o quê?
 
Povos e Línguas é um movimento entre igrejas e agências missionárias que fomentam o envio de novos missionários para os quatro cantos do mundo. Teve o início através de conversas entre missionários, pastores e líderes ministeriais sobre a realidade missionária no Brasil nos últimos 20 anos. Com 40 milhões de evangélicos brasileiros, desses 26 milhões de jovens, o envio missionário não passa de 0,01% de missionários transculturais. Considerando os tempos em que a igreja brasileira ainda era perseguida no Brasil, o número de envio missionário era proporcionalmente maior que hoje, onde temos plena aceitação na mídia e opinião pública.
 
É traduzido por três ferramentas de informação: programa de TV semanal que é transmitido pela Rede Super de TV (MG) e Rede Boas Nova de TV (RJ) e também alguns canais fechados. Nesse programa apresentamos o que brasileiros missionários fazem em volta do mundo. No segundo bloco apresentamos agências missionárias que podem em parceria com a igreja local agenciar vocacionados para os mais diferentes lugares. Por fim, uma palavra pastoral sobre o Ide do Senhor Jesus Cristo. Também oferece workshops estaduais para pastores e líderes, juntos de seus vocacionados sobre o universo do campo missionário e seus desafios. E como forma de treinamento missionário, nossas vídeo-aulas com diferentes teólogos e missionários ensinando sobre os rudimentos da missão apostólica da igreja do nosso Senhor Jesus Cristo.
 
O tema da conferência Povos e Línguas é "Por um Brasil missionário". A igreja brasileira está longe disso?
 
“Por um Brasil missionário” é um tema sugestivo onde procura focar a igreja brasileira com seu potencial e recurso financeiro, cultural e humano, como uma promissora frente missionária para os próximos 30 anos. Atualmente alcançamos nas igrejas um nível de cultura, teológico, financeiro e de crescimento numérico que nos sugere observar várias regiões onde não existem missionários como: cidades do interior e tribos indígenas do Brasil, assim como em países como dos continentes africano e asiático ou onde o evangelho perdeu sua proposta como países de berço protestante, leste europeu, entre outros.
 
Qual a expectativa para a conferência? Quantas pessoas? Que tipo de consequência prática vocês esperam?
 
Para a conferência esperamos falar para aproximadamente 7 mil pessoas, sem considerar a transmissão pela Rede Super de TV e internet. Nessa ocasião realizaremos no sábado de manhã o nosso workshop estadual, onde convidamos pastores e líderes de igrejas, seguido de seus vocacionados para participarem de palestras que procuram dirimir dúvidas e instruir de forma prática tanto o atender ao chamado missionário como de enviar os mesmos missionários ao campo. Os preletores para o workshop são: Ronaldo Lidório (WEC/ APMT/ ANTROPOS), Cassiano Luz (Sepal/ AMTB), pastores Jeremias Pereira e Luis Fernando Nascif (Ministério Desafios de Minas/ Oitava Igreja Presbiteriana de BH) e Paulo Mazoni (Igreja Batista Central de BH), além do anfitrião Márcio Valadão (Igreja Batista da Lagoinha, BH).
 
A Conferência, que começa à noite, também na Igreja Batista da Lagoinha, receberá como preletores Ronaldo Lidório e Ariovaldo Ramos que falaram sobre o desafio jovem para missões da igreja evangélica brasileira. No domingo, Ariovaldo Ramos falará sobre o dever do IDE da igreja brasileira. O evento tem também várias apresentações de vídeos de trabalhos missionários ao redor do mundo, testemunhos de estrangeiros influenciados por missionários brasileiros.
 
A conferência é interdenominacional. Como vocês pensam em conseguir o apoio das denominações religiosas?
 
Vários convites por meio de canais de comunicação como TV, sites de notícias, além de convenções e agências denominacionais e também independentes. Convidamos comunidades evangélicas para trabalharmos em torno da grande comissão. Nosso ponto de partida para falarmos sobre missões é Cristo sendo o centro da missão, logo a obediência pelo IDE a todo o mundo e pregar o evangelho a toda criatura, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
 
As parcerias são as melhores possíveis, tendo no total sempre o mesmo perfil de igreja e instituições, frentes que desejam anunciar o evangelho nesse tempo rico e de muita oportunidade que estamos participamos.
O diferencial no movimento “Povos e Línguas” seria talvez a releitura do ensino da frente missionária da igreja evangélica brasileira. Geralmente vemos missionários convocando a igreja a fazer missões; desta vez partimos para a compreensão pastoral de que são pastores e mestres responsáveis por ensinar a igreja a ir, enviar e sustentar missionários no campo. Tendo em vista que enquanto um desce ao poço, o outro segura a corda.
 
Minha opinião é que o “Povos e Línguas” é estratégico, e não ocupa o lugar da igreja, mas é a igreja se servindo da comunicação, relacionamentos nacionais e internacionais, como diz Ronaldo Lidório: “Há grave e urgente necessidade de se proclamar o Evangelho de Cristo perante a tarefa inacabada no mundo de hoje. Há ainda mais de 2.000 grupos étnicos que nada ouviram do Senhor Jesus, quase o mesmo tanto de línguas sem a Palavra de Deus em seus idiomas e extremo sofrimento humano em muitas partes do planeta. É preciso orar por um novo levante da Igreja de Cristo que, semelhante à Antioquia em Atos 13, ouviu a voz do Espírito e enviou com fidelidade Paulo e Barnabé aos gentios. "Povos e Línguas " é um movimento que nasceu com a visão de cooperar de forma intensa e comprometida com a mobilização missionária na Igreja Brasileira. Tenho tido o privilégio de colaborar com este movimento e vejo que sua proposta de conciliar as igrejas enviadoras com os vocacionados ao ministério e as agências missionárias é algo potencialmente transformador. Um movimento que vale a pena apoiar e com ele se envolver. Precisamos orar por um crescente número de missionários que, pondo a mão no arado, levem a mensagem do Evangelho aos que pouco ou nada ouviram.”
 
Para mais detalhes e informações a respeito da conferência, acesse: www.povoselinguas.com.br
 
 
com informações da Ultimato
 

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