"Estado Islâmico ainda tem armas para lutar por até dois anos", alerta ONU

Segundo o relatório mais recente da ONU, o grupo terrorista poderia continuar lutando com "armas menores", mesmo após ataques aéreos, liderados pelos EUA.

fonte: guiame.com.br

Atualizado: Quinta-feira, 20 Novembro de 2014 as 9:11

"Estado Islâmico ainda tem armas para lutar até dois anos", alerta ONUUm novo relatório das Nações Unidas alerta que a organização terrorista Estado Islâmico tem armazenado armas menores e munições o bastante para permitir que o grupo continue a lutar sua guerra por mais dois anos, mesmo que os ataques aéreos da coalizão liderada pelos Estados Unidos continuem a agir contra os armamentos e veículos mais pesados.

Embora a coalizão liderada pelos Estados Unidos tenha usado ataques aéreos para tentar deter os avanços dos militantes e destruir seu veículos, armas e fontes de receitas, o relatório, que foi elaborado para o Conselho de Segurança das Nações Unidas e foi lançado na última segunda-feira, descobre que futuro esforços da coalização "não podem mitigar os efeitos do volume significativo de armas 'ligeiras' (menores) do ISIS".

"De acordo com diferentes fontes, as quantidades de armas pequenas e munições iraquianos capturados pelo ISIS são suficientes para permitir que o grupo continue lutando nos níveis atuais por seis meses ou até dois anos", afirma o relatório.

De acordo com o relatório, "a receita da rede ISIS e grandes reservas de armas e munições fornecem ao grupo mais mobilidade e poder de permanência dentro de seus territórios controlados no Iraque e na Síria, e também dá aos lutadores a capacidade de defesa contra aeronaves voando baixo".

O Estado Islâmico adquiriu a maioria das armas através de suas tomadas de territórios das forças do governo iraquiano, segundo o relatório conclui. Das armas do governo iraquiano apreendidas, apenas algumas foram recentemente produzidas, mas muitas das armas tinha sido guardadas desde os anos 80 e 90.

Os militantes tomaram as armas do governo iraquiano em ações no Anbar, Diyala e nas províncias de Salah al-Din, bem como ações nas cidades de Mosul e Kirkuk. O relatório afirma ainda que 30% dos soldados iraquianos não coloca-se em uma luta contra o ISIS, considerando que eles abandonaram suas posições e abandonaram suas armas.

"Eles [ISIS] apreenderam meios militares de exércitos convencionais", diz o relatório. "A escala dessas apreensões pode ser notada por referir que o grupo, em junho de 2014, tinha veículos, armas e munições suficientes para armar e equipar mais de três divisões do exército iraquiano."

A "grande parte" do atual armamento iraquiano apreendido pelo ISIS foi capturado depois de Junho de 2014, de acordo com o relatório. O grupo terrorista também está contrabandeando armas novas, através da fronteira com a Turquia para a Síria. Os ex-combatentes ISIS afirmam que o governo turco tem colaborado, deixando forças do ISIS atravessarem livremente a fronteira.

Embora não haja uma estimativa concreta para a quantidade de armas convencionais atualmente sob controle do Estado islâmico, o relatório estima que o tamanho do arsenal do grupo terrorista se assemelha ao de força militar de um país real. O relatório também confirma que o ISIS tem mais armamentpo suficiente do que as forças de oposição, como a Unidade Curda de Proteção do Povo.

"Os Estados-Membros concordam que as quantidades apreendidas são superiores aos necessários para uma milícia, e são mais semelhantes aos de uma força militar", afirma o relatório.

No Arsenal do ISIS também haveria mísseis, foguetes, lançadores de foguetes, canhões antiaéreos, duas variedades de tanques e centenas de veículos multiuso de alta mobilidade.

O relatório também examina as várias maneiras em que o Estado Islâmico traz em sua receita contínua. O relatório estima que o grupo pode levantar em qualquer lugar a partir de 846 mil dólares para mais de 1,6 milhões dólares por dia fora com as vendas de petróleo bruto produzidos a partir de refinarias nos territórios capturados. Embora o grupo terrorista controle campos de petróleo no Iraque, o relatório afirma que a maior parte de sua receita do petróleo é produzida na Síria.

Arquivo
Conhecido como "EI" (Estado Islâmico), o grupo terrorista vem tomando diversas cidades do Oriente Médio, buscando criar um califado, no qual a religião oficial é o Islamismo. Desta forma, ao tomar o território, o grupo obriga que todos declarem a fé islâmica e usa de extrema violência contra os que não concordam em negar sua própria fé.

Diversos vídeos nas mídias sociais têm chocado o mundo, com cenas de tortura e chacinas, promovidas pelo grupo.

Com informações do Christian Post

*Tradução por João Neto - www.guiame.com.br 

veja também