Estado Islâmico tenta impor lei muçulmana sobre os cristãos do Egito

O grupo quer estabelecer regras contra alguns comportamentos, como homens que raspam a barba ou mulheres que mostram seus rostos.

fonte: Guiame, com informações de CBN News

Atualizado: Terça-feira, 2 Maio de 2017 as 5:24

O grupo está tentando impor a Sharia ao longo da fronteira do Egito com Gaza. (Foto: Reprodução)
O grupo está tentando impor a Sharia ao longo da fronteira do Egito com Gaza. (Foto: Reprodução)

À medida em que aumentam os ataques à comunidade cristã copta do Egito, o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) está tentando impor ao longo da fronteira do Egito com Gaza a Lei Sharia, que estabelece a legislação islâmica com base no Alcorão.

Uma investigação feita pela agência de notícias Reuters descobriu que o EI “criou uma força policial moral, conhecida como hisba, para impor regras estritas contra alguns comportamentos como pessoas que fumam, homens que raspam a barba ou mulheres que expõem seus rostos”.

Em fevereiro, um grupo afiliado pelo EI que se autodenomina 'Província de Sinai' declarou através de um vídeo que iria acabar com os cristãos do Egito — grupo que compõe cerca de 10% dos 92 milhões de habitantes no país.

No mês passado, militantes do EI mataram pelo menos 45 pessoas em dois atentados contra igrejas cristãs no início de abril.

Os cristãos coptas que vivem no Egito têm sido frequentemente atacados por muçulmanos. Este ano, a morte de sete cristãos no Sinai resultou na fuga de cerca de 175 famílias, segundo o relatório da Reuters.

Alguns cristãos também revelaram que terroristas muçulmanos publicaram listas com os próximos alvos cristãos. As listas estão sendo divulgadas pela internet ou colocadas debaixo das portas das casas.

Enquanto o EI tem enfrentado reversões na Síria, Iraque e Líbia, o grupo continua "tentando alimentar as tensões sectárias e a agitação social” no norte do Sinai, de acordo com o relatório.

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