Família cristã é atacada por beber água da torneira de uma mesquita no Paquistão

Na comunidade de Wazirabad, a torneira da mesquita local é a única fonte limpa disponível. No entanto, cristãos não são autorizados a usar a usá-la, a menos que se convertam ao Islã.

fonte: Guiame, com informações de Christian Today

Atualizado: Terça-feira, 13 Outubro de 2015 as 8:56

Gill e sua família foram obrigados a sair da cidade, deixando sua mãe Bashiran Bibi (na foto) para viver na casa. (Foto: BPCA)
Gill e sua família foram obrigados a sair da cidade, deixando sua mãe Bashiran Bibi (na foto) para viver na casa. (Foto: BPCA)

Um homem cristão e sua família foram forçados a fugir de casa depois de serem acusados de blasfêmia ao coletar água no Paquistão.

Como muitos na comunidade de Wazirabad, Aftab Gill, de 40 anos, tem como fonte de água a torneira da mesquita local, pois é a única fonte limpa disponível. No entanto, quando ele foi recolher água no dia 14 de agosto, um homem muçulmano disse a ele que cristãos não eram autorizados a usar a torneira, a menos que se convertessem ao Islã.

"Vocês, cristãos, não estão autorizados a levar a água dessa mesquita", relatou Gill, de acordo com a Associação Cristã Britânica Paquistanesa. "Se você quer beber a nossa água, você deve adotar o Islã e orar regularmente dentro da mesquita. Caso contrário, infiéis maus contaminam nossas torneiras de água."

Dias antes, dois dos filhos de Gill, Akash, 12, e Adnan, 5, foram abordados por um jovem muçulmano de 18 anos, que tentou forçá-los a se converter ao Islã. Eles se recusaram.

Posteriormente, os meninos foram alvo de mais uma chantagem, mas ao se recusar, Akash recebeu um tapa. Ao presenciar a cena, Gill interveio dizendo: "Você não conseguiu converter Baba Guru Nanak [o fundador da fé Sikh], então por que persegue os meus filhos que seguem o Deus vivo e verdadeiro?"

Em seguida, um grupo de muçulmanos agrediram Gill e seus filhos até a chegada da polícia local.

Mais tarde, um grupo de 200 homens muçulmanos atacou a casa da família.

Anciãos da comunidade cristã se reuniram com o clérigo muçulmano a fim de procurar aliviar a tensão religiosa na região. Apesar das medidas, a família foi aconselhada a deixar a cidade para evitar novos ataques.

Gill e sua família saíram a cidade, deixando sua mãe Bashiran Bibi para viver na casa. "A vida para os cristãos no Paquistão está pior do que nunca. Somos atacados diariamente e tratados de forma pior que os ratos. Os muçulmanos não nos querem como seus vizinhos, porque eles acreditam que somos maus e temos doenças satânicas", relatou Bibi.

"Meu filho e sua família chegaram perto de morte, e todos nós ficamos aterrorizados quando a multidão veio até nossa casa. Eu orei a Deus por Sua proteção e pela Sua graça nós sobrevivemos, mas agora os meus filhos estão longe de mim e eu estou muito solitária. Minhas lágrimas são constantes", continuou Bibi.

A Associação Cristã Britânica Paquistanesa começou uma campanha de doações para ajudar a construir uma outra torneira de água limpa, para que os cristãos a utilizem sem medo de ataques.

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