FBI suspeita que representantes do Estado Islâmico estejam infiltrados em 49 estados norte-americanos

Autoridades dos EUA estimam que até 100 cidadãos americanos entraram e saíram da Síria para lutar em nome do Estado Islâmico.

fonte: Guiame, com informações de WND

Atualizado: Segunda-feira, 9 Fevereiro de 2015 as 1:13

 

O califado do Estado Islâmico tem influenciado regiões do Oriente Médio, como partes da Síria, Iraque, Norte da África e Península Arábica. No entanto, o FBI iniciou investigações que suspeitam o vínculo de 49 estados dos Estados Unidos ao grupo terrorista islâmico, sendo que o país possui 50 estados no total.

"Estamos intensamente focados em descobrir quais são as pessoas que se juntaram a esse bando de assassinos voltaram do Iraque e da Síria para os Estados Unidos", disse o diretor do FBI, James Comey, em recente discurso para os agentes policiais no Mississippi.

"Abrimos investigações em todos os lugares focados nesta ameaça. É algo que move todo o FBI", disse Comey.

Comey comentou que existem ‘almas atormentadas’ em todos os 50 estados que "possam encontrar algum significado nessa doença", se referindo à ideologia partidária do Estado Islâmico. "O desafio que enfrentamos nessa investigação é que pessoas podem estar se expondo a esse veneno e os treinamentos podem estar acontecendo em seus porões", disse ele.

Autoridades dos EUA estimam que até 100 cidadãos americanos entraram e saíram da Síria para lutar em nome do Estado Islâmico. Nem todas as suas identidades são conhecidas pelas autoridades policiais.

Comey disse que a meta não é aplicar a lei apenas entre os militares ou na mídia – a quem o FBI já emitiu advertências –, mas também entre os cidadãos comuns. "Se você pode filmar o assassinato da melhor maneira, se a aplicação da lei islâmica é feita da melhor maneira e se você pode cortar a cabeça de alguém e ter isso gravado em vídeo, é algo maravilhoso na visão deles", disse Comey. "Esse é o desafio que enfrentamos em todos os lugares."

Comey está especialmente atento aos casos de vazamentos de informações. "Estou muito preocupado com a capacidade de aplicação da lei para investigar comunicações", disse. "Eu não estou falando sobre coisas falsas. Estou falando de situações que nos indicam que alguém está se comunicando com um grupo terrorista.”

"Esses extremistas caseiros violentos são capazes iniciar uma nova formação na internet, e depois fazer com que a jihad saia de seus porões", finaliza.

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