Fundador da Portas Abertas fala sobre a lista da Perseguição Religiosa

Fundador da Portas Abertas fala sobre a Classificação da Perseguição Religiosa 2014

Atualizado: Sexta-feira, 14 Fevereiro de 2014 as 7:50

Chamado para ajudar os que estão sendo perseguidos por sua fé em Jesus, Irmão André fundou a Portas Abertas.
 
Atualmente com 85 anos de idade, após 60 anos da fundação, ele ainda anseia estar ao lado dos irmãos que sofrem perseguição.
 
Em entrevista, Irmão André fala sobre a atualização da Classificação da Perseguição Religiosa 2014. Confira:
 
Irmão André - Portas AbertasO que a nova Classificação da Perseguição Religiosa traz de importante? 
A perseguição não está diminuindo. Em 2/3 dos países relacionados na Classificação acontece o oposto: ela só está aumentando. Esse tipo de informação que a Classificação traz me preocupa, apesar de esse ser um bom meio de divulgar os pedidos de oração.
 
Você costuma orar pelos países que integram a lista?
Concentro-me em países com os quais eu ainda estou intimamente envolvido: Paquistão, Afeganistão, Iraque e agora a Síria se juntou a essa minha lista particular. Acho que é muito preocupante que um país como a Síria, com um histórico cristão, esteja sendo destruído dessa forma. Devemos estar presente nesses países, como testemunhas de Cristo, da mesma forma que nós temos que fazer a Palavra de Deus ser ouvida em todos os lugares por onde passarmos. Certamente podemos fazer isso através da divulgação da Classificação da Perseguição Religiosa: mostrar aos demais cristãos que estas coisas estão acontecendo com os nossos irmãos e irmãs ao redor do mundo.
 
Olhando para 2013, o que causou maior impacto sobre você?
Eu vi que era capaz de orar com líderes de movimentos terroristas no Oriente Médio. Eles sabem muito bem que eu não concordo com eles e, mesmo assim, eu sou bem-vindo. Orei por vários líderes. Eles permitiram isso, e posso dizer que eles estão procurando por isso. Lembro-me que eu orei com um e claramente mencionei o nome do Senhor Jesus. Quando eu disse "Amém", ele também confirmou a oração com um sincero "Amém".
 
Há algum ponto na Classificação que mais preocupa você?
Países onde não existiam casos de perseguição estão, de repente, aparecendo no topo da lista. Refiro-me especificamente a países da África, como a República Centro-Africana. Este aumento tem a ver principalmente com a crescente influência do Islã. Ninguém será capaz de fazer qualquer coisa sobre isso enquanto nós continuarmos chamando todos os muçulmanos de "terroristas", considerando-os nossos "inimigos". Qualquer coisa que você oprime e rejeita tende a crescer. É possível ver isso acontecendo, inclusive, com a Igreja Perseguida, que está crescendo apesar da opressão; mas também é possível ver isso acontecendo com o Islã radical.
 
Como é possível mudar essa situação?
Primeiramente, devemos mudar nosso próprio pensamento. Enquanto entendermos todos os grupos muçulmanos como terroristas radicais e condenarmos as pessoas previamente, sem qualquer julgamento, a tensão entre o cristianismo e o islamismo continuará a existir. Tenho dificuldade em colocar os grupos em caixas. No plano político, é decidido tão rapidamente quem é o inimigo e quem devemos apoiar. Mas, com quem estamos lidando? Todos estamos sob a Grande Comissão descrita em Mateus 28.19,20: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei.” Cumprir esse propósito, ao qual fomos chamados, é amar as pessoas com sinceridade, porque Deus as amou primeiro. Mesmo se você for tratado de uma maneira que o desagradou, lembre-se de ter a atitude de um verdadeiro cristão: faça o que Jesus fez.
 
 
com informações da Portas Abertas Internacional
 

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