Grávida, médica sudanesa se converte ao cristianismo e é condenada à morte

A sentença diz que Miriam Ishaq deve receber 100 chicotadas e ser enforcada depois

fonte: guiame.com.br

Atualizado: Quinta-feira, 15 Maio de 2014 as 12:36

sudanesaNesta quinta-feira, 15 de maio, Mariam Ishaq, sudanesa de 27 anos, foi condenada à morte por ter se convertido ao cristianismo.

O advogado da sudanesa, que também é médica, disse que ela recebeu o prazo de três dias para que ela retificasse a crença, mas o prazo terminou hoje e ela não renunciou ao cristianismo.

A sentença diz que Ishaq deve receber 100 chicotadas e ser enforcada depois.

O tribunal lembrou que a lei sudanesa proíbe a conversão do islã ao cristianismo e que, portanto, a acusada teria cometido adultério (com o marido) por seu casamento como cristã ser considerado "nulo".

Desta maneira, o tribunal já havia condenado no domingo passado a sudanesa à pena capital por se afastar do islamismo (apostasia) e adultério, uma decisão que foi confirmada nesta quinta-feira pela Corte Penal do leste de Cartum, presidido pelo juiz Abbas al-Khalifa.

O cumprimento da sentença vai ser atrasado em dois anos para que a mulher tenha tempo de dar à luz o filho que espera e possa amamentá-lo. Ela já tem um filho de dois anos.

No domingo passado, seu marido cristão foi absolvido da acusação de adultério por falta de provas, após argumentar que havia se casado com a jovem quando já tinha mudado sua religião.

Cerca de 50 pessoas foram à porta do tribunal protestar contra a sentença de Ishaq. Além disso, embaixadas dos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Holanda se manifestaram demontrando preocupação com o caso.


com informações de Terra EFE e AFP

 

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