Igrejas são destruídas e cristãos sofrem perseguição na Nigéria

Ao longo do mês de março, ataques atingiram mais de cem cristãos fazendeiros locais da tribo Tiv

fonte: guiame.com.br

Atualizado: Sexta-feira, 4 Abril de 2014 as 12:40

Benue, na NigériaEnquanto a maioria dos estados da Nigéria é muçulmano, o estado de Benue é 95% cristão e, justamente por isso, tem sofrido diversos ataques.

Ao longo do mês de março, esses ataques atingiram mais de cem cristãos fazendeiros locais da tribo Tiv, uma maioria etno-linguística que depende da agricultura.

O governador de Benue, Gabriel Suswam, escapou ileso no último dia 11 de março, quando seu comboio sofreu uma emboscada por vaqueiros Fulani, que envolveu seus agentes de segurança em um tiroteio em uma das vilas mais afetadas da região de Guma.

Os responsáveis pelo ataque são muçulmanos Fulani, um grupo étnico migratório de vaqueiros do norte da Nigéria e de toda África central e ocidental.

Os Fulani conviveram por décadas com os Tiv e as causas do ataque não são claras. As informações são de que a tensão entre os grupos tem crescido.

Yiman Orkwar, presidente da filial da Associação Cristã da Nigéria em Benue, disse ao World Watch Monitor que 20 igrejas pertencentes ao Ministério de Todas as Nações Evangélicas, das quais Orkwar é o líder, foram destruídas.

"É um ataque que tem acontecido dos dois lados: para tomarem a nossa terra e converter as pessoas ao islã; mas nós resistimos", disse ele. "Eles têm matado todos que encontram nas vilas. Eles matam as mulheres e crianças com crueldade. O que eles têm feito é bárbaro e muito similar aos ataques dos terroristas do Boko Haram."

Segundo Orkwar, o governo federal da Nigéria não demonstra preocupação sobre os ataques. "O governo federal não pode permitir que esse genocídio que está acontecendo no estado de Benue continue", afirmou, no dia 25 de março. "Recentemente, outras 14 pessoas foram mortas por um grupo muçulmano. Não podemos permitir que esses assassinatos indiscriminados continuem."


com informações da Portas Abertas

veja também