Jornalista é morto pelo Estado Islâmico por abandonar a crença e não se arrepender

O corpo do jornalista foi entregue aos parentes pelo EI nesta manhã, no instituto legista. Por se tratar de um apóstata, os jihadistas proibiram a família de realizar uma cerimônia fúnebre pela vítima.

fonte: Guiame, com informações de G1

Atualizado: Quarta-feira, 20 Maio de 2015 as 9

A execução ocorreu na noite de terça-feira (19), no centro de Mossul.
A execução ocorreu na noite de terça-feira (19), no centro de Mossul.

 

O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) assassinou a tiros o jornalista iraquiano Faras Yassin, por ter abandonado a crença e não mostrar arrependimento, em Mossul, no Iraque. A informação foi entregue pelo Sindicato de Jornalistas do Iraque nesta quarta-feira (20).
 
A execução ocorreu na noite de terça-feira (19), no centro de Mossul. O corpo do jornalista foi entregue aos parentes pelo EI nesta manhã, no instituto legista. Por se tratar de um apóstata, os jihadistas proibiram a família de realizar uma cerimônia fúnebre pela vítima.
 
Conhecido como Faras al Bahr, o jornalista foi capturado na própria casa pelos terroristas, no bairro de Al Qadesiya, em abril.
 
Antes de Mossul ser dominada pelo EI em junho de 2014, trabalhou ano e meio como produtor no canal de televisão "A Ninawa do Amanhã", propriedade do governador da província de Ninawa - cuja capital é Mossul -, Ezil al Nuyeifi.

Anteriormente, havia trabalhado por cinco anos na televisão por satélite Al Mosuliya, que denunciou as execuções e prisões de jornalistas de Mossul pelos extremistas "de uma maneira terrível, suspeita e preocupante".
 
Em 27 de abril, os jihadistas assassinaram o jornalista Zaer al Eli, diretor de redação do jornal "Rai al Nas" (a opinião do povo), após ser mantido refém por 20 dias. Os extremistas ainda mantêm sete jornalistas presos.

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