Jovens fogem para se juntar ao Estado Islâmico e chocam famílias

"Você sabe o quanto dói criar alguém e ver a pessoa crescer e de repente ela vai embora?", indaga pai de dois jovens que se converteram ao grupo radical

fonte: guiame.com.br

Atualizado: Quarta-feira, 19 Novembro de 2014 as 3:32

Estado Islamico_jovemAhmed Muthana, de 57 anos, morador do País de Gales, é um dos pais que sofre por ter seus filhos, Nasser (20 anos) e Aseel (17 anos), alistados no Estados Islâmico.

"Você sabe o quanto dói criar alguém e ver a pessoa crescer e de repente ela vai embora?", pergunta ele ao falar dos jovens.

Os dois desapareceram sem aviso e os pais foram surpreendidos ao saber para onde tinha ido. "Nasser nos disse que ia para Birmingham, e em seguida descobrimos que está na Síria", afirmou. "Aseel disse que tinha uma prova e de repente está no Chipre."

Após a divulgação de um dos recentes vídeos que mostra decapitações feitas pelo Estado Islâmico, a família Muthana ganhou destaque pelo fato de Ahmed declarar que acredita que Nasser é um dos combatentes que aparece no vídeo.

Equipes de televisão acamparam do lado de fora da casa perto do centro da capital galesa, Cardiff. Agora, o pai diz que se enganou em um primeiro momento: embora seus filhos estejam lutando com o Estado Islâmico, não estavam entre os homens vistos no vídeo da decapitação de soldados sírios.

Mesmo que no vídeo não seja Nasser, a tristeza do pai não vai embora, pois ele sabe que os filhos continuam lutando ao lado dos radicais. "Eles cometeram suicídio quando fizeram o que fizeram", pondera.

"Ele teve uma infância normal em um lar normal. O que levou meu sobrinho a essa loucura bárbara?", se pergunta Pascal Hauchard, tio de Maxime Hauchard, de 22 anos, que também se juntou ao Estado Islâmico.

A polícia francesa crê que Hauchard, que se converteu ao islamismo na adolescência, é um dos militantes no vídeo das decapitações. Em uma entrevista concedida à TV francesa em julho na Síria, Hauchard disse estar se preparando para participar de uma missão: "Ansiamos pela morte com alegria", afirmou.

Acredita-se que centenas de homens jovens de países ocidentais viajaram para a Síria e o Iraque para se juntarem ao grupo islâmico radical, que ocupou vastas áreas das duas nações e realizou assassinatos coletivos que chocaram o mundo.


com informações da Reuters/iG

 

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