Mãe de brasileiro diz que prefere o filho preso do que aliciado ao Estado Islâmico

"Prefiro todos os dias da minha vida ir na cadeia visitar meu filho, levar comida, pasta de dente, as coisas que ele necessitar, do que saber que meu filho é um terrorista e está agora na Síria", afirma Rosana

fonte: guiame.com.br

Atualizado: Sexta-feira, 24 Outubro de 2014 as 11:21

EI_RosanaBrian De Mulder é um jovem belga de prigem brasileira que desde janeiro faz parte do Estado Islâmico, grupo extremista islâmico que tem aterrorizado o Oriente.

Ele está sendo julgado em processo contra a organização extremista Sharia4Belgium. Rosana Rodrigues, mãe de Brian, deseja que o filho seja condenado e explica o porquê.

"Eu prefiro que meu filho seja condenado, prefiro todos os dias da minha vida ir na cadeia visitar meu filho, levar comida, pasta de dente, as coisas que ele necessitar, do que saber que meu filho é um terrorista e está agora na Síria", afirmou, em entrevista à BBC Brasil.

De Mulder é um dos 46 acusados no que está sendo chamado de "o megaprocesso do jihad", que analisa o papel da Sharia4Belgium no recrutamento de jihadistas belgas.

Caso seja condenado, o jovem pode pegar até cinco anos de prisão. Entre os crimes, estão as ameaças feitas contra o ministro da Defesa, Pieter De Crem, e contra o líder político holandês Geert Wilders.

EI_BrianMesmo preferindo a condenação do filho, Rosana, junto com o advogado, apresentam argumentos a favor de Brian.

"Até agora ninguém procurou saber o que meu filho foi, como foi criado. Quero levar fotos do meu filho, do começo da criação dele até quando ele foi pra esse lugar (Síria). Saí do meu país para criar meus filhos na Bélgica do meu jeito, para educar meus filhos para que fossem pra frente, pessoas de bem, que não fizessem mal aos outros, que não roubassem, usassem drogas. Foi pior", lamenta a mãe.

Após uma decepção com a sonhada carreira de jogador de futebol, Brian passou a frequentar reuniões da Sharia4Belgium, em 2010. Ele era católico praticante, mas se converteu ao islã e aos poucos foi mudando hábitos sociais, alimentários e vestuário.

Rosana diz que se pergunta todos os dias "como um menino que teve boa criação, uma mãe excelente, um pai que faz tudo" pode fazer parte de um grupo extremista.

Ela também acusa as autoridades belgas de não agirem como deveriam para evitar que jovens sejam aliciados. "Fui pedir ajuda à polícia e riram na minha cara. Se tivessem feito o trabalho deles como deve ser feito, meu filho e os filhos de outras pessoas que estão agora doidas como eu não estariam assim."


com informações da Portas Abertas

 

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