Mandacaru

O mandacaru é símbolo de “retidão”. No meio de ramos contorcidos e de troncos tortos da vegetação, esse nosso cacto apruma-se com seus caules direitos e corretos. Assim deve o cristão apontar a justiça de Deus no meio do pecado

fonte: Ultimato

Atualizado: Quinta-feira, 3 Abril de 2014 as 10:52

MandacaruO mandacaru (Cereus jamacaru) é o nome de um cacto muito grande que cresce na caatinga nordestina. É nosso símbolo. Ele nos dá algumas lições para os cristãos nordestinos.

Primeira – o mandacaru é símbolo de “resistência” no meio da morte. Quanto mais árido e duro o deserto da caatinga, mais o mandacaru explode como um brado de vida no meio da vegetação. Assim, como cristão, devemos ser os sinais de vida de Deus neste mundo de inferno e morte;

Segunda – o mandacaru é símbolo de “esperança”. Com seu caule verde no meio da caatinga cinzenta e deprimente, ele acena como bandeira verde indicando esperança. Assim deve ser o cristão nesta região de tatas cruzes;

Terceira – o mandacaru é símbolo de “retidão”. No meio de ramos contorcidos e de troncos tortos da vegetação, esse nosso cacto apruma-se com seus caules direitos e corretos. Assim deve o cristão apontar a justiça de Deus no meio do pecado;

Quarta – o mandacaru fala de “contraste”. Tem flores bem alvas que somente se abrem no negrume da noite. Assim, o cristão tem vocação de fazer o contraste entre trevas e a claridade da flor;

Quinta – o mandacaru fala de “utilidade”. Ele serve de alimento para os animais e para o homem. Serve também de remédio para doenças respiratórias. Assim também o cristão deve ser útil nesta região de fome e doença;

Sexta – por seu alinhamento singular, os mandacarus distribuídos pela caatinga parecem um “exército” em plena batalha. Assim, os cristãos do nordeste devem se unir e formar verdadeiros exércitos, pois “a nossa luta não é contra sangue nem carne, e, sim, contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal nas regiões celeste” (Ef 6.12).

Nota: texto publicado originalmente na edição 248 da revista Ultimato (setembro-outubro de 1997).


• João Dias de Araújo

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