Mentiras que contamos a nós mesmos sobre perseguição aos cristãos

Já está na hora de agirmos como família

fonte: Relevant Magazine

Atualizado: Terça-feira, 30 Setembro de 2014 as 1:22

Igreja perseguidaNós nos tornamos especialistas em desviar nossa atenção de um problema bem real e horrível.

Alguns meses atrás, eu conheci uma mulher judia ortodoxa e nós aproveitamos a oportunidade para discutir nossos respectivos credos. Uma coisa que ela disse mexeu comigo e não consigo esquecer:

“O que eu não entendo é como os cristãos estão sendo mortos e oprimidos agora em todo o mundo, e cristãos americanos não estão fazendo nada sobre isso. Se isso estivesse acontecendo com os judeus, nós estaríamos fazendo tudo o que podíamos para parar. ”

Tudo o que eu podia dizer era: “Você está certa. Isso me frustra também.”

Genocídio é uma palavra pesada para jogar ao redor. Mas isso é o que muitos temiam que os grupos religiosos minoritários estavam enfrentando no Iraque recentemente, quando o ISIS varreu regiões que foram ocupadas por cristãos por 1.800 anos.

No mês passado, muitos dos últimos cristãos fugiram da área após o ISIS dar um ultimato: se converter, pagar ou morrer.

Infelizmente, este não é o único lugar no mundo onde os cristãos enfrentam intensa perseguição. Recentemente, como parte de uma repressão das minorias religiosas na Arábia Saudita, dezenas de cristãos sauditas foram presos durante uma reunião de oração. No ano passado, nós já ouvimos falar de pessoas presas e condenadas à morte no Sudão e Irã, igrejas bombardeadas no Paquistão, e os milhares presos em campos de trabalhos forçados na Coreia do Norte. Tudo por causa de sua fé em Cristo.

Estamos sob fogo. Não só eles. Nós, o corpo de Cristo global. Nós estamos sendo bombardeados, torturados, presos, condenados ao ostracismo, forçados a fugir, assassinados. Sabemos que temos uma voz, mas por que nós estamos simplesmente balançando a cabeça e ficando em silêncio? Acho que existem algumas mentiras que acreditamos que estão nos impedindo de estar unidos por Cristo, em todo o mundo.

1. Nós já temos os nossos próprios problemas

Claro, a Igreja no Brasil enfrenta seus próprios problemas e obstáculos. Estes desafios devem ser levados em oração ferozmente e lidados com sabedoria e coragem. Mas desde quando isso é uma boa desculpa?

Em Lucas 9, Jesus fala para as pessoas que querem arrumar suas vidas antes de segui-Lo que o Reino de Deus não funciona desse jeito. Nós – como indivíduos ou como uma nação – não somos a prioridade.

2. Eles São Melhores Que Nós; Não Podemos Ajudá-los.

É estranho que eles estão sofrendo e nós não estamos. Paulo nos disse “todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Timóteo 3:12). Será que queremos olhar nos olhos de alguém que está morrendo pela causa que afirmamos viver e dizer: “Ei, cara, estou orando por você”?

Odiamos nos sentir culpados, mas temos que deixar a convicção assumir o volante e nos dirigir onde precisamos estar para tomar a nossa cruz por Cristo. Às vezes isso começa com a humildade de colocar a nossa pobre oferenda no altar, diante daquele que escreveu o livro sobre sacrifício.

3. Perseguição Significa o Crescimento da Igreja e Nós Não Queremos Ficar No Caminho.

Sim, a perseguição muitas vezes estimula o crescimento exponencial. Paulo ainda diz que devemos nos alegrar com o sofrimento (Romanos 5:3); nele, estamos seguindo o exemplo de Cristo. Nós sempre podemos nos alegrar no fato de que o Evangelho é transmitido, mesmo que seja através de perseguição (Paulo o fez). Mas isso não significa que deixaremos nossos irmãos e irmãs levarem uma surra quando podemos fazer algo sobre isso. Quando Pedro foi jogado na prisão, a Igreja primitiva de Jerusalém não disse: “Vá pegá-los, Pedro!” e, em seguida voltaram para suas próprias vidas. Eles oraram fervorosamente por ele, e ele foi milagrosamente libertado (Atos 12: 1-19).

E se nós orássemos com fervor e constância por missionários específicos que trabalham em países hostis ao cristianismo? E se déssemos dinheiro para ajudar a treinar pastores cujas aspirações de estudar em um seminário são tão prováveis quanto eu estudar em Hogwarts? E se enviássemos Bíblias para lugares onde comunidades inteiras compartilham uma só cópia? Estaríamos erradicando o renascimento, então? Ou pode o Espírito de Deus trabalhar através desse esforço global para fazer algo realmente novo no mundo?

Hebreus 13:3 fala, “Lembrem-se dos que estão na prisão, como se aprisionados com eles; dos que estão sendo maltratados, como se fossem vocês mesmos que o estivessem sofrendo no corpo.” Somos um em Cristo. Jesus disse aos seus seguidores, “com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros” (João 13:35).

Richard Wurmbrand foi preso e torturado por pregar Cristo na Roménia durante o reinado do comunismo. Mais tarde fundou a Voz dos Mártires (VDM) para levar ajuda aos perseguidos e conscientização para os mimados. Em seu livro Torturado por Cristo, Wurmbrand, diz que um dos maiores incentivos para a igreja subterrânea é apenas saber que seus irmãos na fé em todo o mundo sabem da sua situação e de sua causa e que estaão com eles. Os cristãos perseguidos que ele conhecia não estavam pedindo socorro tanto quanto estavam pedindo por orações, apoio e recursos para continuar caminhando.

4. Nós Não Podemos Realmente Fazer a Diferença.

Aqui estão apenas algumas coisas tangíveis que podemos fazer para demonstrar nosso amor por nossos irmãos e irmãs perseguidos:

Ore. É o catalisador final. VDM tem atualizações para mantê-lo informado sobre as necessidades de oração. A World Watch List fornece informações sobre os países mais hostis ao cristianismo e como orar por eles.

Aprenda e compartilhe. Confira os sites de organizações como VDM e Portas Abertas, leia Torturado por Cristo (a VDM irá enviar-lhe uma cópia de graça), Livro dos Mártires de Fox ou os livros Jesus Freaks. Mantenha-se atualizado sobre a Igreja global e compartilhe com outros sobre o que está acontecendo. Não se cale!

Doe. Você pode dar dinheiro, é claro, mas também palavras de incentivo quando escreve uma carta para um preso. Você também pode dar seu nome a uma petição ou sua opinião a seus representantes do governo.

Já está na hora de agirmos como família.


Fonte: Relevant Magazine

 

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