Mil meninas são forçadas a se converter ao Islã a cada ano no Paquistão

O documento afirma que cerca de 300 meninas hindus e 100 a 700 meninas cristãs são casadas ​​à força por ano, e forçadas a se converter ao Islã.

fonte: Guiame, com informações de Christian Today

Atualizado: Terça-feira, 28 Julho de 2015 as 5:08

As conversões e casamentos forçados são comuns no Paquistão, mas são ignoradas pelas autoridades policiais e civis.
As conversões e casamentos forçados são comuns no Paquistão, mas são ignoradas pelas autoridades policiais e civis.

 

A cada ano, pelo menos 1.000 meninas paquistanesas são forçadas a se casar com muçulmanos e forçadas a se converter ao Islamismo, de acordo com o relatório 'Casamentos Forçados e Privação de Herança' da Fundação Karachi-based Aurat.

O documento afirma que cerca de 300 meninas hindus e 100 a 700 meninas cristãs são casadas ​​à força por ano, e forçadas a se converter ao Islã.

Segundo estatísticas adicionais do Movimento para a Solidariedade e Paz do Paquistão (MSP), 1.791 conversões forçadas foram feitas entre 2000 e 2012. Mais de 600 dos convertidos eram originalmente cristãos.

O diretor da Fundação Aurat, Mahnaz Rehman, explicou que as conversões e casamentos forçados são comuns no Paquistão, mas são, em grande parte, ignoradas pelas autoridades policiais e civis.

Quando o MSP divulgou as estatísticas pela primeira vez, no ano passado, a investigação descobriu que os casamentos forçados geralmente seguem um padrão semelhante: meninas com idades entre 12 e 25 são raptadas, forçadas a se converter ao islamismo, e depois se casam com o raptor ou um associado. Se a queixa é apresentada na justiça, "as meninas são mantidas em custódia pelos sequestradores até a audiência e sofrem todos os tipos de violência".

No entanto, muitos casamentos forçados não são notificados porque "as mulheres são tratadas como repositórios de honra da família, cuja rebeldia ou desobediência equivale a vergonha e humilhação pública".

A Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF), instou Barack Obama, em maio, para designar o Paquistão como um "país de preocupação particular", e culpou o governo paquistanês de não fornecer proteção adequada para os grupos-alvo.

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