Muçulmano queima vivo o próprio filhos, após saber que o garoto entregou sua vida a Jesus

Em Uganda, o pequeno Nassif Malagara, de apenas 9 anos de idade, foi amarrado pelo próprio pai a uma bananeira e chegou a ter graves queimaduras em diversas partes do corpo, mas foi salvo pela ajuda de vizinhos, que ouviram seus gritos de dor.

fonte: Guiame, com informações do Morning Star News

Atualizado: Domingo, 26 Junho de 2016 as 2:05

Cerca de 85% das pessoas em Uganda são cristãs e 11% muçulmana, com algumas áreas do leste tem grandes concentrações de muçulmanos. (Foto: Compassion)
Cerca de 85% das pessoas em Uganda são cristãs e 11% muçulmana, com algumas áreas do leste tem grandes concentrações de muçulmanos. (Foto: Compassion)

O pai muçulmano de um menino de 9 anos de idade amarrou seu filho a uma árvore e o queimou vivo, após descobrir que o garoto teria entregue sua vida a Jesus, segundo informaram fontes à agência internacional de notícias sobre a igreja perseguida, 'Morning Star News'.

O pequeno Nassif Malagara da região de Kakira Parish, no distrito de Kamuli, em Uganda, decidiu tornar-se um cristão depois que um vizinho o levou para visitar uma igreja em outra aldeia - que não teve o seu nome revelado por razões de segurança - no dia 5 de junho.

"No final do culto, Nassif ficou foi comigo para para a sala da cantina da igreja e disse que ele queria receber Jesus como seu salvador pessoal", disse o pastor da igreja ao Morning Star News. "Eu estava um pouco hesitante, mas depois de sua insistência contínua, eu orei com ele e ele saiu".

Nassif posteriormente se recusou a participar de quaisquer atividades muçulmanas, incluindo frequentar uma madrassa (escola islâmica), segundo relatos do pastor. Seu pai, de 36 anos de idade Abubakar Malagara e a madrasta, Madina Namwaje, 35 anos, ficaram furiosos quando souberam que ele tinha se convertido ao cristianismo.

O menino disse ao 'Morning Star News', que seus pais o tinham proibiram de comer, mesmo depois do dia de jejum do Ramadã, de modo que ele ficou sem comida em casa por dois dias, mas conseguiu alimento na casa de seu vizinho. Nassif levou comida para sua casa pelos próximos dias, mas no dia 9 de Junho seu pai o flagrou comendo.

"Ele começou a me bater com paus, mas consegui fugir para um arbusto que próximo", disse Nassif. "Meu pai então me seguiu, me alcançou e me amarrou a uma bananeira. Ele entrou em casa e voltou com um pedaço de madeira em brasas. A bananeira tinha folhas secas, que pegaram fogo e causaram graves queimaduras no meu corpo".

Vizinhos ouviram os gritos de Nassif por socorro e o salvaram, encaminhando-o para o hospital de Kamuli. Do hospital, os médicos confirmaram ao 'Morning Star News' que Nassif teve queimaduras graves em várias partes de seu corpo.

"Nassif vem se recuperando, mas em um ritmo muito lento", disse o doutor Walwawo Zubari. "Ele pode ter de ser encaminhado para outro hospital, para receber tratamento especializado".

Um parente disse ao Morning Star News que espera a assumir a custódia de Nassif, depois que o garoto for liberado do hospital.

Residentes da área alertaram a polícia local e os oficiais prenderam Malagara (pai de Nassiff), registrando o caso, mas Malagara, que frequenta a mesquita Nankaduro, foi libertado sob pagamento de fiança.

O vizinho (com nome mantido em sigilo por razões de segurança) que levou Nassif para a igreja disse que teme por sua vida, depois de ter recebido uma mensagem de texto ameaçadora em seu celular.

"Nós sabemos que você está por trás da conversão de Nassif ao cristianismo", dizia a mensagem. "Você vai logo colher o que plantou, que será uma lição para os outros. O islamismo é contra esse tipo de conversão".

O remetente manteve sua identidade em segredo a sua identidade, mas o vizinho disse ele suspeita que Malagara poderia ter usado o telefone de outra pessoa para enviar a mensagem.

Cerca de 85% das pessoas em Uganda são cristãs e 11% muçulmana, com algumas áreas do leste tem grandes concentrações de muçulmanos. A constituição do país e outras leis consagram a liberdade religiosa, incluindo o direito de propagar a fé e respeita conversões de uma fé para outra.

O distrito de Kamuli fica a cerca de 220 quilômetros da cidade de Mbale na parte leste de Uganda.

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