Muçulmanos atacam bairro cristão e deixam 21 mortos na República Centro-Africana

O ataque aconteceu depois que o corpo de um motorista de táxi muçulmano foi encontrado morto próximo ao aeroporto da região. O motivo da morte do taxista é desconhecido, mas a população muçulmana local culpou milicianos cristãos.

fonte: Guiame, com informações de The Telegraph

Atualizado: Segunda-feira, 28 Setembro de 2015 as 4:15

 


Homem é tratado no Hospital Geral de Bangui. (Foto: AFP)

 

Pelo menos 21 pessoas foram mortas e 100 ficaram feridas em Bangui, capital da República Centro-Africana, neste sábado (26), durante ataque de muçulmanos contra um bairro de maioria cristã na cidade. O ataque aconteceu depois que o corpo de um motorista de táxi muçulmano foi encontrado morto próximo ao aeroporto da região.
 
O motivo da morte do taxista é desconhecido, mas a população muçulmana local culpou milicianos cristãos conhecidos como "Anti-Balaka" pelo sequestro do homem e decidiu atacar o bairro cristão com armas, granadas e espadas katanas. Os muçulmanos queimaram uma igreja, um centro de saúde, e uma delegacia de polícia, forçando milhares de pessoas na área a fugir de suas casas. Até uma rádio comunitária muçulmana foi incendiados pelos invasores.
 
As Forças de Paz da ONU e as tropas da França, antiga potência colonial, assumiram posições ao redor de Bangui. De acordo com as autoridades, este final de semana marcou o pior caso de violência este ano.
 
Os dois últimos anos do país centro africano, de maioria cristã, foram marcados por uma onda de violência, que eclodiu após a remoção do ex-presidente François Bozizé por rebeldes muçulmanos do grupo Seleka, em março 2013. Os conflitos têm deixado milhares de mortos e forçou muitas pessoas a deixarem suas casas.
 
O ministro de Segurança Dominique Paguindji atribuiu a violência aos cristãos do Anti-Balaka, que são contra a milícia Seleka, e apoiantes do retorno de Bozizé ao poder. "Esses grupos armados não subscrevem uma lógica de desarmamento e querem dividir o país", disse ele à Reuters. "Todas essas pessoas têm o mesmo interesse em querer ver a transição de governo em ruínas e as próximas eleições interrompidas".
 
Os eleitores devem eleger um novo presidente no dia 18 de outubro para substituir o governo interino liderado por Catherine Samba-Panza. Bozizé, que governou o país por 10 anos, está exilado em Camarões.

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