Na Argentina, igreja luta por liberdade religiosa

"O verdadeiro milagre é que nós podemos ter paz e alegria em nossos corações enquanto isso continuar”

fonte: guiame.com.br

Atualizado: Terça-feira, 3 Junho de 2014 as 2:11

ArgentinaLíder da Igreja Batista Pueblo Grande em Río Tercero, cidade na região central de Córdoba, Marcelo Nleva diz que a pressão cresceu sobre sua igreja após a intridução de uma lei que deveria assegurar a liberdade religiosa.

Segundo ele, a lei que deveria ajudar está causando efeito contrário. “Primeiro isso está afetando apenas a nossa igreja, então as pessoas não entendem o perigo disso. Mas nós sabemos quão perigosa essa lei é porque temos passado por isso", disse.

Embora seja apenas uma lei provincial, o que significa que ela se aplica apenas ao Estado de Córdoba, a Lei Argentina 9891 foi criada com ‘o propósito de prender e prevenir precocemente de qualquer situação de manipulação psicológica, e para prover assistência a vitimas de manipulação’.

Desde a aprovação da lei, o pastor e sua família estão sob ameaça e que a pressão na igreja só aumenta.

A lei pretende impedir a manipulação psicológica de outras pessoas, mas Nieva disse que ela tem sido abusiva e aplicada a organizações religiosas. Por exemplo, o Artigo 3 estabelece ‘grupos que usem técnicas de manipulação psicológica: [incluindo] toda as organizações, associações ou movimentos que demonstrem uma grande devoção ou dedicação a uma pessoa, ideia ou objeto, e que empregue, em sua dinâmica proselitismo ou doutrina, técnicas persuasivas de coerção que promovam a destruição de personalidade.’

Acusada de seita controvérsia, a igreja é acusada por políticos e jornais locais. “Nesse caso há uma crescente incompreensão do que é religião, e que as autoridades governamentais não deveriam interferir muito na esfera da igreja”, diz Dennis Pastoor, um analista da Portas Abertas Internacional.

“Por um bom tempo nós esperávamos que um milagre acontecesse: que a perseguição parasse,” disse o pastor. “Mas o verdadeiro milagre é que nós podemos ter paz e alegria em nossos corações enquanto isso continuar.”

 

com informações da Portas Abertas

 

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