Na Etiópia, viúva cristã com oito filhos recebe ajuda da Portas Abertas

Com a responsabilidade de criar oito filhos e sem nenhuma renda, a viúva foi encontrada com uma expressão de desespero, olhos turvos e aparência de mais velha

fonte: guiame.com.br

Atualizado: Quinta-feira, 3 Abril de 2014 as 9:16

Viúva da EtiópiaReta Senbeta se converteu ao evangelho, entregou a vida a Jesus e passou a sofrer oposição de membros de sua antiga religião. Um homem influente ameaçava a vida de Reta por sua crença e dizia que ele sofreria consequências.

Certa vez, aquele homem se aproximou de Reta enquanto ele voltava da igreja. Mais tarde, algumas testemunhas disseram à polícia que viram aquele homem colocar o braço ao redor dos ombros de Reta. Segundos depois, eles ouviram uma arma disparar. Reta foi encontrado em uma poça de sangue com duas lesões graves no peito. O assassino foi preso e sentenciado a oito anos de prisão – uma sentença branda por ele ser alguém influente.

Abebu Mosisa, esposa de Reta, ficou sozinha para cuidar de cinco meninos e duas meninas nas idades de dois a dez anos e mais uma menina que nasceu dois meses depois.

Com a responsabilidade de criar oito filhos e sem nenhuma renda, a viúva foi encontrada pela Portas Abertas com uma expressão de desespero, olhos turvos e aparência de mais velha.

De acordo com a cultura etíope, os filhos de Reta são agora considerados "as crianças do homem morto", sinalizando que não têm mais o pai para lhes proteger e cuidar. Sua mãe é considerada a causa do "azar" pelo que aconteceu com seu marido. Ela é uma mulher "sem o seu escudo" e seus filhos serão tratados de forma diferente, pois serão "criados por uma mulher" e qualquer mau comportamento estará associado a isso.

O assassino de Reta continua ameaçando Abebu e a seu pastor. Além disso, os filhos do criminoso provocam e atacam os filhos de Abebu.

Os vizinhos da viúva não oferecem nenhuma ajuda, apenas os membros da igreja têm compaixão e dividem o pouco que têm. "Nós estamos nas mãos de Deus", diz ela.

A Portas Abertas ouviu e estudou a situação de Abebu e decidiu não somente ser o coração e a voz de Deus para sua condição, mas também suas mãos. A organização proveu uma assistência prática para a família, além de alguns programas de apoio.

"Eu não sabia que tinha uma família tão amável, que se preocupava de verdade conosco," disse Abebu, cheia de gratidão.

Abebu participou de um programa que a Portas Abertas iniciou em outubro de 2013, com o objetivo de apoiar as viúvas cristãs da Etiópia.


com informações da Portas Abertas

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