"Não vamos deixar de adorar ao nosso Deus", diz cristã após 14 anos de guerra no Iraque

Apesar do cenário caótico de ataques, violência e mortes constantes, muitos cristãos decidiram permanecer no país orando e pregando o Evangelho.

fonte: Guiame, com informações de Portas Abertas

Atualizado: Segunda-feira, 20 Março de 2017 as 1:04

Mulheres em momento de oração no Iraque, que já completa 14 anos de guerra. (Foto: Reprodução)
Mulheres em momento de oração no Iraque, que já completa 14 anos de guerra. (Foto: Reprodução)

Caracterizada por ataques, explosões, mortes e violência, a guerra no Iraque completa 14 anos nesta segunda-feira (20). Nesse cenário caótico, existem cristãos que escolheram não deixar o país para continuar orando a Deus e pregando o Evangelho de Jesus.

Milhares de famílias foram expulsas de suas comunidades e são obrigadas a viver deslocadas no próprio país. São pessoas feridas de forma física e espiritualmente.  

Uma delas, abriu seu coração para contar o que tem passado. "Veja, dias melhores chegaram, estamos muito felizes, pois retornamos ao nosso lar”, comemora Tina (nome trocado por motivos de segurança), uma cristã que continua firme em suas orações.

Ela afirma o retorno, pois eles têm uma boa notícia. É que agora nem todas as cidades estão ocupadas pelo Estado Islâmico. Muitas já foram retomadas pelo governo iraquiano, com a colaboração internacional.

Perda total

Mas, não são apenas casas e construções que foram danificadas por causa das guerras. Existem também almas que foram feridas e pessoas desesperadas que perderam tudo, desde os bens materiais até a própria dignidade.

Em algumas regiões, muitas ruas se encontram vazias e silenciosas. Por esse motivo, alguns cristãos já consideram a possibilidade de voltar para suas casas. É o exemplo da cidade de Tesqopa, que não apresenta mais sinais de guerra. Algumas famílias cristãs, inclusive, já voltaram para lá.

A guerra começou em 2003, quando havia mais de um milhão de cristãos vivendo no Iraque. Hoje em dia, estima-se que esse número não ultrapasse 230 mil. A maioria deles continuam no país, apesar das terríveis condições.

“Às vezes, as pessoas me perguntam: 'por que você não vai embora? Mas a resposta é simples: ‘O Iraque é meu lar e eu não vou abandoná-lo’. As pessoas precisam saber que nós não somos visitantes aqui, essa é a nossa terra, nossos antepassados construíram este país, então que eles nos tratem com mais respeito. Não vamos deixar de adorar ao nosso Deus”, finalizou Tina.

Além dos adultos, muitos jovens estão sendo prova viva de que os cristãos perseguidos podem honrar o nome de Cristo com suas decisões e capacidade de enfrentar fortes desafios e perseguições.

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